Era sobre a arte de respirar.
Pensamento que gera outro pensamento,
os sons e a canção da realidade
soprando novos sons.
Gosto dessa estrutura e do ritmo,
não gosto de por tantos pontos ou vírgulas
nesse texto que parece fluir além da realidade.
Talvez, eu seja a própria vertigem ali nos versos
e isso seja parte importante do ato de pensar,
escrevo sobre a loucura entre as lacunas.
Nesse pequeno lapso do tempo-ilusão
eu não almejo ter certezas concretas,
quero respirar e continuar lúcida.
Pensava nas mãos e na tinta, no desenho
e nas pequenas gotas que caem no papel,
não sei mexer com aquela figura da linguagem.
Era apenas uma sensação no meio do céu,
ou era uma fantasia que surgiu nos olhos
e transbordou nesse instante.