esqueiro na mão
caixa de cigarros ao lado
aquele tubo branco
um vício sagaz
meu amigo
das horas
mortas
acendi uma brasa
a boca aberta
tragando a fumaça
prendendo o ar
soprando
a fumaça no chão
que vício difícil
de largar
Loucuras alucinantes não podem ser dosadas ou medicadas. A lucidez e a insanidade brincam com a verdade. Sabedoria é saber manobrar os silêncios nessa vida.
esqueiro na mão
caixa de cigarros ao lado
aquele tubo branco
um vício sagaz
meu amigo
das horas
mortas
acendi uma brasa
a boca aberta
tragando a fumaça
prendendo o ar
soprando
a fumaça no chão
que vício difícil
de largar
Entre as alucinações do Vórtex
Sentimentos me revolvem
Suas antigas verdades
Escalas torcidas
Silêncio frágil
Observo o Vórtice daquele passado
Lágrimas que deveria verter
Horas que a loucura
Olha pro futuro
Sutilmente
Desmoronou por completo
Esse muro de argila molhada
Velejaremos pela escuridão
Roubamos do tempo o livro
Tem uma chave sem fechadura
Xô xô xô um inseto não abre a porta
S
A
U
D
A
D
E
DE VERDADE
DA VERDADE
NA VERDADE
SAUDADE
aquela sensação se repetindo
teu rosto encostado no meu ombro
dormimos juntos na pracinha
éramos crianças sem destino
com o ócio ao nosso favor
sinto falta do teu beijo
a carícia na bochecha
o sorriso malicioso tão familiar
essa tua pele abraçando a minha sombra
os fantasmas dizem que não te perdi
até os sussurros do Abismo-Além
escrevem uma nova história
te vejo nos sonhos repetidos
deitado na mesma cama
sonhando com as estrelas
os sonhos são profecias
veremos o futuro
na mesma Cova
riscamos juntos
na pele e no pensamento
esse desejo vívido
de permanecer
lúcidos
cortei todas as nossas expectativas
não era medo ou insegurança
era o receio da aliança
ferir o dedo anelar
e me sufocar
o teu destino e o meu destino
teria sido o nosso destino?
era amor demais sem limite
rabiscado na carne
igual tatuagem
e aquela tatuagem criou elos
dois espíritos unidos
com a mesma dor
sozinhos-juntos
sem amor
Fitamos as cores no reflexo da água
pigmentos em tons furta cor
esses olhos que surgem
numa gota de sangue
(...)
Existe vida no fundo da lava
chamas de sentido além
no infinito da Terra
fogo que gera
alma
(...)
Uma boca que surge no Ar
cantando melodias
sobre a extensão
de uma hora
(...)
A verdade de alucinar
causa uma epifania
no meio do dia
sobre medos
secretos
(...)
era sobre o Além das alucinações
e todas essas memórias
desconexas do Além
no verso oculto.
fala sobre o cenário político
inteligência perdida no asfalto
é como o lodo que se alastrou
a cabeça de seres rastejantes
uma fazenda de lendas da tragédia
curral da impunidade e segredos sujos
a mesma conversa Vazia
enredo que se repete em hiatos
nenhum segredo na mesa da sala
rimas carregadas de corrupção
dinheiro na lavanderia da esquina
e pessoas acreditando no absurdo
poesia contemporânea
não é sobre a beleza dos versos
pode ser sobre a conversa completa
A morte não pede permissão.
Exige que cada fio se esfarrape no devido Tempo
não são todos vermelhos como deveriam
na escuridão da noite as cores murcham
aquele esqueleto tem ossos amarelos
A festa dos monstros
começa no raiar do dia
e se alimenta do calor da energia Solar
para liquidar insetos virulentos antes das 16h
As horas não celebram o amanhã
esse tempo é ilusão e falta de lógica
um monte de barcos na descida do Submundo
Veremos Hades na entrada entre as almas
— Qual a Voz da Escuridão?