Mostrando postagens com marcador Pensamentos Vagos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pensamentos Vagos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a simbologia mística





senhor felino,
ou deveria dizer:
querido senhor felino?

poderia dizer: et felino,
um gato sem garras,
sagitariano.

você é a brasa,
eu sou o leão - rei do fogo,
venha, vamos dançar com o fogo.

vou me fantasiar de ovelha
e correrei pelos pastos verdejantes,
mas, sou o rei do fogo - leão solar galopante.

querido gatinho, observe o sol, mergulhe nas nuvens,
vamos contar todas essas estrelas cadentes,
eu sou uma constelação envolvente.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Areia



Ressecada e amarela,
Cor da pele de um estranho,
Gosto na boca depois de passar.

A brisa vem devagar e devagar,
O vento sopra mesmo no fundo do mar,
Gosto de dor e sangue no céu da boca.

Parece um recomeço no meio,
Ou só o fim de uma etapa
Com gosto de areia.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vale



Ele se foi com as gotas da chuva, sumiu cantando, evaporou. Encantou a Morte, seduziu a Vida, abraçou o Desespero, levou consigo o Destino e me deixou com um aperto de mão, lembro-me do seu intrigante sorriso como se fosse um raio de luz aquecendo o meu coração. Era uma chama que ardia e derretia a neve ao redor do meu corpo gelado. A chama se apagou no momento em que ele soltou da minha mão e saiu de cena, restou-me a dolorosa lembrança do seu sorriso caloroso, daqueles lindos dentes brancos e levemente tortos, daqueles olhos que inundavam minha mente de pensamentos sobre o Oceano e a delicadeza do azul. A saudade esfaqueou-me no peito, senti a dor antes de ver a porta se fechar por completo. Quando ele partiu, um pedaço do meu coração também seguiu junto com ele, e eu fiquei no mesmo lugar com o coração incompleto e sentindo-me completamente quebrada por dentro.

Vale, insanus puer, ave.

Ele se foi com o sol e a luz do raiar de cada dia, levou consigo as melodias que faziam a alegria criar raízes dentro de mim, ele simplesmente iluminava o que agora é escuridão e lamúria. A lembrança não pode ser esquecida, a dolorosa lembrança de um adeus indesejado nunca poderá ser apagada de minhas recordações, a faca ainda corta o que deveria permanecer inalterado, o coração continua gemendo a cada batida que escuto em minha porta. E falar com a Morte não restaura as emoções do ato de sentir o calor de seu sorriso, a dor de ter beijado o ar que ele respirava é pior do que cair no abismo sem fundo de um pesadelo e não conseguir acordar antes de atingir o solo. O calor deve ter ido embora junto com ele, aquele calor que me aquecia nas noites frias, agora a neve voltou a se acumular ao redor do meu corpo.

Vale, insanus puer, ave.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

PENSE NAS NUVENS



Pense nas nuvens,
pense na brancura das nuvens
e esqueça-se dos versos.

Pense no céu,
pense na finitude do azul
e esqueça-se das cores.

Esqueça-se dos versos,
esqueça-se das cores
e morra sem dores.

Pense na delicadeza das nuvens,
na esvoaçante beleza das nuvens,
pense no formato das nuvens.

Pense um pouco na dor,
cante um pouco, por favor,
e esqueça-se dos versos.

Pense um pouco nas lágrimas,
escolha entre sorrisos e magoas,
por fim, pense nas nuvens.

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Lado Surreal do Amor

                                                                 
 Dedicado aos queridos e inesquecíveis amigos(as)

Amor amigo com laços de fita.
Amor certeiro flechado no coração.
Amor ao infinito, além da morte.

Amor além da sorte, além do horizonte.
Amor-amizade salutar sem começo e sem final.
Amor que é como um vendaval.

Amor-correnteza que só gera certeza.
Amor que nasce da sua maior nobreza.
Amor atemporal com pitadas de sal.

Amor sem contorno que transborda
em linhas tortas e preenche o quadro todo.

Amor além da morte repleto de vida,
repleto de luz, repleto de recordações.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Divagação nº3



Um dia, um verso, um sentimento.
Um retrocesso, um raio-X, um impedimento.

Pensamentos aleatórios sobre o porvir.
Pensamentos que geram outros pensamentos.

Um dia, um desfecho, um sentimento.
Um retrocesso, um fim inesperado, um desapontamento.

terça-feira, 16 de abril de 2013

particular-mente

veja só esse céu cor do mar
veja a lua e beije alguém
veja a cor do amor

solte o fio do destino
solte fogo no ar
solte a corda

veja o brilho no olhar
veja a face no azul
veja só essa cor

solte sua mão da minha mão
solte um grito estridente
solte essa dor no ar

veja agora alegria em meu rosto
veja bem essa curva na boca
veja o risco nesse papel

solte as folhas bem devagar
solte fagulhas na água
solte versos no ar

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pai (?)



Noites chuvosas e nenhuma história para dormir,
Sem explicações prestimosas antes do Sol surgir,
Lições valiosas perdidas por culpa de quem?

Uma falta enorme nos momentos de grande pressão,
Arquétipos alterados numa ausência total de convicção,
Simploriedades registradas pela perda da razão!

Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?)
Nenhuma resposta, nenhum resultado, todavia, ele continua
Fazendo parte desta minha existência por culpa de nossa bela convivência.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Canção verde


  O dia só começa depois que as árvores cantam.

 
 Não é vertigem ou fantasia breve, o dia só começa quando o vento sopra as folhas verdes. 


 Talvez seja loucura, ou pura idiotice.


 Ou talvez, não seja uma miragem, nem alucinação. 


 Talvez seja um lamento em forma de canção, as árvores gemendo porque choram, as árvores que gritam ao cair no chão. 


 O dia só começa após essa canção!


 Os pássaros não cantam como as árvores, os pássaros invejam esse cantar, e as árvores que gemem continuam a chorar.


 Para elas sua música é choro apenas, nada mais do que gemidos em forma de poemas. 


 As árvores não sabem recitar!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quase adeus

Falta um pouco mais de alma na hora de entender a surrealidade do adeus.


Falta-me calma, ou a calma não falta,
Sinto meus pés afundando na lama,
E chegou a hora de partir.

Entender o adeus,
Compartilhar a tristeza,
Escrevendo sobre a surrealidade do adeus.

Eu não sinto minhas pernas, não sinto o chão,
Sinto apenas o frio em meus ossos,
Estou acenando na chuva.

Falta um pouco mais de alma na hora de sorrir,
Quero entender a surrealidade do fim,
Quase corri ao encontro da dor.

Esse é um quase adeus ou parece um adeus?
Não sei diferenciar o que é do que não pode ser,
Não sei amar sem pensar na trama do fim.

Falta-me um pouco de sentimento,
Quase não vejo além do azul,
Esqueço do adeus.

Entalei na garganta o choro,
Fiquei calada olhando o céu cinzento,
É fácil sorrir quando anoitece e a dor adormece.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fútil ilusão



Ela correu dos braços d'Ele,
Ela andou chorando e cantando,
Ela faleceu em plena queda.

O Senhor das Trevas aplaudiu,
O adeus engatado na garganta,
O calor em meio ao frio.

A capa vermelha lhe cobriu,
A felicidade era ilusão.
A sua fútil ilusão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quase verso




A
minha coruja é vesga, não sei dizer como nem porque,
A minha coruja tem amora no peito e não sorri,
A minha coruja poderia ser um bem-te-vi,

A minha coruja é multi-verso e multi-amor,
A minha coruja não tem nenhuma flor,
A minha coruja é multi-cor.

A minha coruja rasgou a minha pele,
A minha coruja se pintou nessa minha pele,
A minha coruja é surreal, não tem vida nem final.

A minha coruja é surreal, ela marcou um ciclo no final,
A minha coruja voará sempre no mesmo lugar,
A minha coruja viverá em minha carne.

A minha coruja é sangue e dor,
A minha coruja é um rabisco alucinante,
A minha coruja é coruja e vai além do véu transcendental.

domingo, 28 de outubro de 2012

Chaves enferrujam




Chaves perdidas
Chaves quebradas
Chaves enferrujadas

As minhas chaves somem
Somem e se quebram
Quebram e enferrujam

No coração a chave enferrujou
Enferrujou a chave dentro do meu coração
Dentro do meu coração a chave enferrujada se quebrou

E se perdeu a chave do meu coração
Dentro da fechadura a chave enferrujou
E no meu coração a ferrugem se alojou

As chaves enferrujam
Normalmente as chaves enferrujam
Novamente as chaves somem ou enferrujam

Enferrujei também
Enferrujei perdida e absorta
Enferrujei dentro deste mundo

Calei bem fundo a dor
Enferrujada e quebrada
Calei bem fundo a magoa

No coração a chave enferrujada
Permanece incrustada
Quebrada

E incrustada vai enferrujando
A chave que um dia dei a minha amada
Permanece em meu coração incrustada e enferrujada

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Outra verdade



A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.
Vai passar. A sensação, a realidade não, a realidade é concreta.
Viva, pare de pensar na morte, a morte é outra vida.

Chorar por nada, chorar em plena madrugada não é piada.
Ter alucinações em plena viagem astral é surreal.
A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Realidade paralela


Menos uma folha de papel
Canetas colorindo o arco-iris
Rascunhos na madeira

Palavras esquecidas em teu olhar
O calor do teu afeto faz suar
Tua doce voz é melodia salutar

O amor é uma flor roxa (?)
Amar-te eternamente é fantasia
Calar-me-ei por algo além do ontem

Observar-te é minha cina
Parta e volte sempre com sorrisos
Diga adeus e ame a minha falta de sorte

Ame-me até o fim e um pouco além
Esqueça o quanto você é importante
Não deixe de acreditar no sentimento

Amor assim é como o vento
Viver assim é meu tormento
Amar-te-ei sem nenhum lamento

A vida é breve e você sonha
Outras vidas vertendo lágrimas
É noite e o frio é nosso melhor amigo

Quero dormir contigo
Quero casar contigo
Quero envelhecer contigo

E no entanto nem posso beijar tua mão
Agora nem posso olhar-te com desejo
Devo morrer na solidão por capricho do destino

Mereço verter milhões de lágrimas
Sou a pior das amantes
Morrerei sozinha

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Castelos de areia



Nas dunas estelares de Uranus
Milhões de fagulhas cósmicas,
Trilhões de pedras na superfície.

Castelos de areia e nenhum fogo,
Granizo verde no chão escuro,
Outra metáfora da vida urbana.

Olhando as nuvens avermelhadas
Pelo canto das pálpebras ressecadas,
Observando estrelas mortas; é madrugada?

Castelos de areia e caos, casas de fazer desconforto,
Riachos artificiais na beira da estrada, enquanto a colisão
É inevitável, esses mares embelezam a Terra.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vinte e Quatro



Vinte se foram
Quatro ao nascer
Vinte e quatro ilusões

Sem quatro questões
Como milhões num frasco
Comprimidos mágicos
Sabores ardentes
Vinte e quatro
Sorrisos

Quatro decepções
Vinte e poucas alegrias
Nenhuma metáfora
Por envelhecer


Vinte e quatro em carne
Recolhendo floreios
Aprendendo valores
Revivendo amores
Envelhecendo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Aspirações



Conspirações entre Universos
Aspiradores do além
Fagulhas do fim
Escolhas

Complicações
Outras ilusões no limbo
Mesóclises ocasionais na mesa

Lirismo ao pé dos fatos
Egoísta-mor sutil
Insinuante ardil
Temperamental afã
Escolha as ditas aspirações

terça-feira, 5 de junho de 2012

Querer avesso



Querer rasgar o peito,
Cortar todos os ligamentos
E despedaçar as vísceras com as mãos.

Querer morrer de amor,
Cortar toda e qualquer dor
E despedaçar as flores do quintal.

Querer sair do ar,
Cortar as sinapses neurais
E despedaçar as lembranças surreais.

Querer macular o céu,
Cortar as nuvens em pleno ar
E despedaçar as conchas no fundo do mar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

AMOR AO INFINITO


A lua no formato do nosso amor
Zelosa de carinhos e atenção
Uma mistura de enganos
Lindas ilusões
Amor imperecível
Doce saudade exagerada
Aquele beijo certo na hora errada