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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Paixão ou Desejo?


Cada vez que te vejo é uma felicidade sem fim e uma dor sem contorno. 
O amor não se alimenta só da alegria e satisfação interiores.
É sempre o mesmo pensamento tímido há me apunhalar:
Querer um beijo e receber um olhar.

Eu sei que soa estranho, no entanto, eu sei que a palavra encaixa perfeitamente:
PAIXÃO. Quanto mais eu desejei acreditar que poderia VIRAR apenas a tua amiga. Ah!

Explicar o poder da atração não é possível nessa situação, entretanto, acredito nessa bela sensação.
Meu coração sabe que o sentimento de "atração intensa" já virou paixão imensa. 
O medo me devora a cada hora que passa, pensar em ti acalenta a minha profunda tristeza.
Essa tristeza de outrora... misturou-se com a tristeza de agora?

Querer um beijo é presunção? Querer um beijo é ilusão.
A beleza transitória da imensidão em teu olhar apenas faz jus a essa doce ilusão.

O que me importa esta distinta sensação de cair de cara no chão?
Se o que desejo é voar nas tuas curvas. Escura noite, escura e fria.
Eu quero ver as luzes florescentes na varanda deste amontoado de cimento e lágrimas.
Um pouco de areia e algumas pedras afiadas, aquele sentimento verde.

Verde limão não, verde cor de folha fresca com orvalho na pontinha.
Beijos? Pura ilusão! Beijos. Por quê não? Beijos: DESEJO ou forma de ilusão.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Manipulador(es)

A frágil e dócil presa não percebe quando se torna vítima dessas "criaturas" de mentalidade pseudo-elevada, pois nada se compara ao querer estranho de um fulano manipulador.

Abordar e observar a eficiência destas pessoas extremamente controladoras me arrepia a espinha. Não consigo tolerar a existência de seres assim, tão virulentos, até acreditar na humanidade deles me parece demasiado complicado.

Costumes diversos mesclam a minha psiquê, todavia, nenhum dos meus corriqueiros pensamentos constroem-se a partir de uma teia feita de manipulações extravagantes. E o meu maior e pior defeito não consiste nessa perversa elaboração de planos, ou devaneios a cerca da completa manipulação de terceiros.

Gosto imensamente da total serenidade e paz de espírito, por isso enoja-me verificar qualquer coisa a respeito dos prováveis indivíduos considerados altamente manipuladores. Além disso me levar há crer que a esperteza e maldade não deveriam andar lado a lado, tendo-se em vista que a duração da vida não é, nem nunca foi algo fácil de vivenciar.

Qual seria a utilidade de cruzar com um ser de caráter abjeto e ardiloso? Prefiro não me alarmar, prefiro correr os maiores riscos pela minha falta de destreza do que cair nas graças de um "amigo" manipulador. Não tenho o menor interesse em adquirir experiencias desse gênero. Ou seja: me errem, seus malditos manipuladores!

terça-feira, 8 de março de 2011

Conselhos vãos



Escute o clamor do vento e lhe deseje sorte; sim, me deseje sorte antes do último raio de Sol repentinamente se apagar. Nós poderíamos olhar o luar se hoje não fosse o dia combinado.
O meu coração não pode suspirar, porém, ainda assim, sinto o meu peito arfar descompassado a cada vez que te ouço falar, ouvir essa tua doce voz me desespera. Nada é mais como era, você deve ter percebido na ousadia dos meus atos.
Teus conselhos vãos me fazem chorar, então, tuas mãos vêm e secam as lágrimas que se acumulam em minha face. A chuva nunca me ajuda a enganar outros seres quando não consigo conter meu pranto.
Dizer claramente os meus receios é complicado e doloroso, todavia, ver teus olhos brilhando enquanto esperas o meu relato perfura a barreira criada por mim para esconder as verdades cruéis desse meu gênio; não peço que entenda a minha dor, só te peço: chore comigo.
Os labirintos podem ser escuros, as ruas podem ser estreitas, as praias podem ser perfeitas, ou não, pois o mar não se importa, ele continua lá ostentando a sua majestosa beleza azulada.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Aqueles versos simples


Às vezes, eu paro e penso que de todas as pessoas que já conheci e amei até hoje, você foi, e ainda é a única que não consigo suportar me afastar.

Tenho muito medo de perder-te nesse mar revolto... O meu sequestrador mora ao lado? 

Ele ri enquanto eu tenho pesadelos. Pelo que vejo o meu distinto amigo não tentará me ajudar na eminente hora de evitar que me levem para longe do meu lar. E a saudade me diz que a verdade doí bem mais quando sentimos uma profunda solidão.

Então, por favor não se sinta assim, pode me chamar que beberemos e faremos algo juntos, pois você sabe que me ama e eu sei que te amo muito.

Eu quis ser vista e ouvida num dia chuvoso, não por qualquer um, só pelo homem ou mulher que me atraísse em demasia.

Flores e folhas não podem cheirar o próprio perfume, abelhas sim, elas tem uma sorte enganosa, isso mexe com a minha aura de filosofa estressada; os meus poemas nem sempre possuem mensagens nas entrelinhas.
Aqueles versos nada simples.

Um dia farei uma Ode à eles!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Amor Que Passou

Amor, meu grande amor, não chore, por favor. Não diga essas palavras que são como facas afiadas em meu coração. Não as diga, pois não consigo ouvi-las justo nesse momento, então não diga que o nosso amor acabou. Nada consegue durar eternamente? Ou nós somos almas azaradas por permanecermos juntas nessa hora malfadada? Você nunca responde quando eu peço uma boa explicação para acalmar o meu coração.

Amor, meu grande amor, sorria, por favor. Me diga as suas belas frases nessa noite enluarada, faça o meu corpo desejar o teu e me peça um beijo, um cheiro, uma carícia, me peça qualquer coisa antes da noite acabar. O nosso Amor não pode paralisar, o nosso pensamento não pode parar. Somos crianças egoístas brincando de esconde-esconde no quintal, e não sabemos nada sobre o terrível assassino que mora bem do nosso lado.

Amor, meu grande amor, por que tudo acabou? Naquele dia eu te disse o quanto te amava, e você não me disse nada. O nosso Amor não foi somente uma piada! Parece-me funesto o amanhecer de um dia sem que eu possa ver teus olhos antes de olhar o Sol. Parece-me nublado o céu neste lugar, talvez, seja só o meu óculos embaçando, enquanto eu apenas choro bem quietinha e escondida.

Amor, meu grande amor, agora somos diferentes, não olhamos nossas faces, não procuramos um ao outro. Detestamos em segredo cada gesto, cada sussurro que ousarmos dar logo após terminarmos tudo aquilo que costumávamos chamar de "nossa relação". Nenhum de nossos sonhos foi realizado, nenhuma de nossas promessas foi cumprida. A minha desilusão se tornou uma boa amiga. E sempre que posso lhe digo: um Amor que passou não volta nunca mais! Embora, no fundo eu saiba que Nunca é uma palavra carregada de terminologias improváveis, prefiro usá-la como meu suporte para estancar a dor. E tento fingir, realmente imagino que o nosso Amor já passou. 

Amor, meu grande amor, eu me pergunto: Foi o Amor que passou? Foi o Amor que acabou? Foi por azar ou apenas tinha que acabar? Foi uma loucura e não devia durar? Foi um momento raro pelo qual poderemos extrair a delicada essência da Vida? Foi, somente foi uma lembrança preciosa no meio das lembranças dolorosas registradas com tinta vermelha escura em meu coração.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cansaço


É cansaço, todavia, não se resume no ato de sentir o corpo pesado, o meu estado físico supera essa sensação característica no momento de esconder a dormência e retrair os nervos. As estranhas imagens vão aparecendo atrevida-mente em meu receptor visual, não vejo conexões ou ligamentos, apenas pressinto a chegada de novas formas e diferentes camadas entrelaçadas com meus fluidos energéticos.

Calcularia a fragilidade se me fosse possível codificar cada célula deste meu pulsante coração, pois chegar ao fim de um ciclo sem saber o maior mistério envolvendo meu espírito é sem dúvida a pior das maldades que o véu do esquecimento me proporciona. E não se pode lamentar pelo acaso, não se pode estranhar o nebuloso passado e só nos resta apreciar o nosso próprio cansaço. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

De um lado e Outro


De um lado eu o ACENDO, do Outro ele me APAGA!
De um lado eu o ACENDO, do Outro ele me APAGA!

Eu não o desejo, é mais forte o seu efeito sobre mim. 
Olhar essa cena me entristece, saber o que fazer e não fazer iria me ajudar?
De um lado eu o acendo, do Outro ele certamente me apagará... 
Eu o acendo só por saber que ele vai me apagar! 
Cedo ou tarde, não importa. Uma hora ou outra ele vai me matar. 
Ah, que graça tem viver assim? 
Estou procurando motivos para sumir... 
De um lado eu sou adorável, e do outro lado sou um monstro vulgar. 

Você sabe! É, você sabe e eu também sei que tudo não passa de uma peça teatral, na qual a personagem principal acende um último cigarro para aliviar a pressão e depois ela se mata. 
O cigarro lhe matará antes da sua cena acabar.
Ao final ela sorria como se tudo aquilo fosse uma anedota! 
Pena, é uma pena que termine justo antes do final feliz.

Mas, é bem real já que não se trata somente dela ou de uma infeliz mentira teatral, pois trata de mim, dos meus vícios, dos demais seres existentes neste vil mundo. A vida da atriz chegou ao fim, logo será a minha vez, ou a de um outro freguês desse produto tão procurado no mercado das drogas legais.

E até hoje eu ainda não vi ou descobri o que ele tem de tão legal, se me mata devagar, se me seduz e depois me leva ao leito hospitalar. A cada tragada eu ouço os sinos, sei que eles são parte do anuncio de minha morte. Como estarei na hora certeira da minha morte?

sábado, 27 de novembro de 2010

Dialogo Imaginário




Amália: Ai, sinto saudade de ti, de ouvir a tua voz aveludada, de sentir o calor do teu corpo, de olhar o brilho intenso dos teus olhos cor de âmbar... Quando vou poder te abraçar? Algum dia você vai me encontrar além desse nosso pequeno mundo de sonhos? 
Uriel: Não sei! Deus é quem sabe... Só posso aguardar, não me atrevo há tentar lutar contra a força do Universo. Nem ouso cismar mil tramas apenas para um dia poder adquirir privilégios dos quais não serei merecedor.
Amália: O que farei se tu não sabes?
Uriel: Amar-me-á eternamente?!
Amália: Sim, mais quando verei novamente a tua querida face?
Uriel: Já te disse, não sei, no meu estado é complicado saber essas coisas. Então, você precisa ter paciência.
Amália: Não consigo ser paciente nesta vestimenta carnal cheia de sensações duvidosas. Atualmente pensar em ti me alegra e ou entristece o espírito.
Uriel: Tu bem sabes que se eu pudesse abraçar-te-ia e nunca mais te deixaria sozinha.
Amália: Sei! Ah, meu caro... Tu não fazes idéia da alegria que me assola quando tu me dizes tão carinhosamente tais palavras. Amo-te muitíssimo!
Uriel: Amo-te tanto que nem sei, se eu soubesse as mais belas formas de te expressar o amor que sinto em meu ser. Acho que não poderia te fazer compreender toda a extensão desse meu sentir supremo que eu isoladamente chamo de amor. 

(Observação: O texto por mim denominado de "Dialogo Imaginário" foi criado em 08 de novembro de 2010, porém, só foi finalizado hoje para ser publicado nesse blog e eu depositei nele muito carinho, pois ele já faz parte de minha essência...)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vontade

Vontade! Tenho vontade de olhar nos olhos dele, contar os riscos na sua íris e poder tocar em seu rosto devagarzinho, fazendo pequenos círculos com meus dedos em sua pele fina e macia como a seda mais cara que já toquei nas vezes que vasculhei os panos caros da minha estimada mãe. 
Vontade! Logo me bate uma vontade de abraçar seu corpo magro e lhe envolver docemente com o meu corpo, sentir o meu calor e o calor dele a emanar forte e magistralmente em nossas fibras.
Vontade! Sinto vontade de voltar no tempo até aquele dia, quando ele inusitadamente me beijou pela 1ª vez e lhe dizer que o amava.
Vontade! Tenho vontade de arrancar suspiros dele tanto quanto o simples fato de pensar no que sinto por ele me faz suspirar, sorrir e beijar o ar.
Vontade, do nada me bate uma vontade louca de gritar que o amor que agora ele deixa passar pode vir a ser o melhor dos amores que ele poderia vivenciar.
Vontade! Sinto vontade de ligar pro número dele só para ouvir a voz que faz meu coração palpitar. 
Vontade! Tenho vontade de sussurrar em seu ouvido o quanto desejo ter um pouco do carinho que ele desperdiça com objetos inanimados, animais desesperados ou pessoas aleatórias.
Vontade, enquanto sonho acordada com sua figura altiva, me bate uma vontade de amá-lo intensamente e permanecer amando-o mais e mais a cada dia que passar. Pena que o tempo não passe qualitativamente enquanto estou tencionando e devaneando se eu vou plantar as minhas sementes no coração dele algum dia.
Vontade! É imensa a vontade que guardo no peito de beijar a face do meu amor!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Bom! Bombom!?

Bom! Bombom não é um doce, embora ele seja um doce. No entanto, é triste pensar que alguns tipos de doces podem ser bem grudentos e enjoativos, o único pelo qual posso afirmar precisamente nunca me enjoar é o chocolate, amo a esse delicioso e altamente maravilhoso fruto de nome cacau, e tenho uma enorme, imensa, extra-grande consideração para com o inventor da gostosura denominada de chocolate. 
O caso é que isto tem e não tem nada haver com o porquê de eu ter começado a escrever esse texto; então, domingo - pela manhã, não me lembro ao certo se dormi ou se entrei em estado de letargia, sei apenas que acordei às 16 horas -, recebi uma ligação, saí de casa, entrei no carro da pessoa que me havia ligado, conversei amenidades com as demais pessoas que estavam no carro, fomos ao bairro Renascer. Paramos numa determinada casa, alguém saiu do carro e entrou nessa casa, depois voltou a entrar no carro, voltamos ao bairro Jesus de Nazaré - meu bairro, e da pessoa que dirigia o carro-, fizemos apenas uma parada rápida no posto de gasolina, no caminho pra casa. 
Fui deixada na frente da minha casa, me arrumei, às 18 horas e 38 minutos sai de casa e fui a casa da pessoa com quem combinei de ir para a vibe T.P. que ocorreu no dia 14 de Novembro, a mesma pessoa que me ligou anteriormente, saímos uns minutos depois do combinado, juntamente com os outros amigos. Chegamos à festa às 20 horas e 17 minutos, gostei do lugar, dos enfeites, das belas árvores e do amplo espaço, tudo muito bonito e com cara de festa eletrônica mesmo. Que alegria! Que nostalgia me inundou o espírito ao ver um cenário tão agradável para dançar e observar a Natureza em sua fase noturna.
Estava de bom humor, feliz por ter decidido curtir uma festa dessas, e essa festa em especial em vez de ficar em casa, navegando na Internet ou assistindo alguma série na TV a cabo. O divertido em aproveitar a vida e sair pra ver o céu, as estrelas e pessoas queridas se baseia na beleza de saber perceber os detalhes destes momentos e guardar na lembrança as melhores horas desse afortunado dia. Fiz justamente isso, guardei na caixinha das minhas memórias esse dia como se fosse um anel de diamante. Delicado, lindamente lapidado e caro!
Chega de enrolação, preciso dizer o real porque do título e do texto, não é verdade?! Bombom é o apelido da pessoa doce e encantadora com quem passei a maior parte dos melhores momentos na Rave, depois da Rave e antes de chegar em casa, a pessoa que conheci a menos de um mês. No dia que o conheci ele me convidou pro seu aniversário de 23 anos sem nem me conhecer. Embora eu não tenha ido ao aniversário dele, foi bom receber o convite, e foi ainda melhor saber que ele estava interessado em ficar comigo.
Eu não tinha intenção de 'pegar' ninguém em especial por lá, nem sabia se iria me interessar por alguém que estivesse naquele lugar, resolvi antes de sair de casa que ia apenas deixar rolar, e as coisas rolaram de uma maneira bem oportuna, meiga e estranhamente familiar quando ele me beijou pela primeira vez. Toda vez que beijo alguém pela primeira vez me sinto extremamente nervosa, dessa vez estive totalmente relaxada e me senti sincronizada com a energia dele, coisa que quase nunca me acontece, ou quando acontece geralmente me deixa em estado de lerdeza suprema, fico desligada e com jeito de menininha romântica e sonhadora, coisa que detesto ser, porém, não consigo deixar de ser nessas ocasiões.
Bom! Bombom! Tenho certeza que meu coração está dramaticamente fadado há pulsar acelerado na próxima vez que eu o avistar. Meus nervos, por favor, não resolvam se descontrolar. Necessito de inspiração, todavia, é tenso pensar nas possibilidades de vir a me apaixonar e pessimista-realista como sou acabo sempre por me deixar levar pela emoção e destruir aquilo que nem chegou a se formar. Imagino se sou uma mulher de psique deturpada quando vejo as besteiras que já fiz por não conseguir guardar no peito os meus sentimentos, eles escapam ao controle no instante que descubro o meu estado duvidoso e alarmante.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sempre Nas Nuvens



Vivemos de maneira hilária, pensando nos dias de 'amanhã', quando é óbvio que o amanhã vai ser a mesma merda - como foi hoje. Tudo tão chato, tudo tão dramático, tudo como sempre foi e nada de diferente.

Que mundo besta, que lugar insano, amar você é sobre humano. Odiamos tudo que não está a nosso favor, só pelo fato de não sabermos tomar uma decisão ou falar a verdade pra uma multidão.

Todos te odeiam ou te amam de acordo com o que você fizer, eles mandam em você, te levando a crer que eles são superiores. Quando na verdade, tanto faz. Não importa! Nada importa! Absolutamente tudo nos importa!

Você não é nada, você é menos que nada, você não serve pra nada, sua vida é uma piada. Então se amanhã você morrer, o que vai ser desse mundo? 

Vou te dizer: - Porra nenhuma vai acontecer, porque ninguém dá a mínima pra você. Olhe pra cima e veja as nuvens, só elas tem sorte, não sofrem, não morrem, não vivem, não amam... 

Encarar a realidade não é tão difícil, ela está sempre na tua frente, ela te tortura a cada instante, nada vale a pena, nem mesmo se tentar obter uma boa explicação.

Olhe prós lados, veja os corpos na rua, todos estirados, sangrando, clamando por ajuda; veja as pessoas na esquina, repare que elas nem se importam, são mais frias que o gelo... 

Olhe pra cima e contemple as nuvens, só elas tem sorte, não sofrem, não morrem, não vivem, não amam...

Então se amanhã você esquecer, vou te lembrar que não eis melhor que eu, e nada que você me falar vai mudar o que sinto. Eu te odeio, sempre irei te odiar, isso nunca irá mudar. 

Por tanto, não reclame, aprenda a viver, encare logo que essa é a tua única realidade. Não seja sempre tão covarde, eu não posso mais te proteger, já chega de aturar os seus chiliques de garoto, já chega de te tratar como um bebê. 

Você já é bem grandinho, está na hora de fazer o seu caminho. Na hora de me deixar. Então vá, chega de falar que me ama, que sempre me amou. Procure um sentido pra essa sua vidinha inútil. 

Faça valer a pena, lute pelo que você acredita, só depende de você, como vai viver... olhe pra cima e reveja as nuvens, só elas tem sorte, não sofrem, não morrem, não vivem, não amam...

Viva o agora, não deixe nada pra depois, cada segundo é muito importante, não faça como eu, porque só vivo dormindo, sonhando com o que nunca vai chegar a acontecer... 

Sonhar e bom, mais quando transformamos nossos sonhos em realidade tudo fica muito melhor. E agora quando você olhar pra cima, verá as nuvens e saberá, somente elas tem sorte, não sofrem, não morrem, não vivem, não amam...

Mas, será que isso é ter sorte?