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domingo, 8 de fevereiro de 2015

não diga não

 
olhe para aquelas casas
foram abandonadas
na esquina


não diga não
nem fale sobre o ontem
pare de desejar o que ainda virá


escute com atenção
essas folhas que cantam
dentro das raízes no fundo da Terra 


cada pequena semente
esconde um tesouro
resplandecente


não fale
as frases afiadas
que cortam gargantas humanas


nem diga novamente
o quanto deseja
ir ao futuro


aproveite o agora
veja as luzes que brilham
em cada célula desta bela ilusão


ouça as vozes do Outro Mundo
escreva sobre nuvens
não diga não

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a simbologia mística





senhor felino,
ou deveria dizer:
querido senhor felino?

poderia dizer: et felino,
um gato sem garras,
sagitariano.

você é a brasa,
eu sou o leão - rei do fogo,
venha, vamos dançar com o fogo.

vou me fantasiar de ovelha
e correrei pelos pastos verdejantes,
mas, sou o rei do fogo - leão solar galopante.

querido gatinho, observe o sol, mergulhe nas nuvens,
vamos contar todas essas estrelas cadentes,
eu sou uma constelação envolvente.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Areia



Ressecada e amarela,
Cor da pele de um estranho,
Gosto na boca depois de passar.

A brisa vem devagar e devagar,
O vento sopra mesmo no fundo do mar,
Gosto de dor e sangue no céu da boca.

Parece um recomeço no meio,
Ou só o fim de uma etapa
Com gosto de areia.

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Lado Surreal do Amor

                                                                 
 Dedicado aos queridos e inesquecíveis amigos(as)

Amor amigo com laços de fita.
Amor certeiro flechado no coração.
Amor ao infinito, além da morte.

Amor além da sorte, além do horizonte.
Amor-amizade salutar sem começo e sem final.
Amor que é como um vendaval.

Amor-correnteza que só gera certeza.
Amor que nasce da sua maior nobreza.
Amor atemporal com pitadas de sal.

Amor sem contorno que transborda
em linhas tortas e preenche o quadro todo.

Amor além da morte repleto de vida,
repleto de luz, repleto de recordações.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pai (?)



Noites chuvosas e nenhuma história para dormir,
Sem explicações prestimosas antes do Sol surgir,
Lições valiosas perdidas por culpa de quem?

Uma falta enorme nos momentos de grande pressão,
Arquétipos alterados numa ausência total de convicção,
Simploriedades registradas pela perda da razão!

Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?)
Nenhuma resposta, nenhum resultado, todavia, ele continua
Fazendo parte desta minha existência por culpa de nossa bela convivência.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quase adeus

Falta um pouco mais de alma na hora de entender a surrealidade do adeus.


Falta-me calma, ou a calma não falta,
Sinto meus pés afundando na lama,
E chegou a hora de partir.

Entender o adeus,
Compartilhar a tristeza,
Escrevendo sobre a surrealidade do adeus.

Eu não sinto minhas pernas, não sinto o chão,
Sinto apenas o frio em meus ossos,
Estou acenando na chuva.

Falta um pouco mais de alma na hora de sorrir,
Quero entender a surrealidade do fim,
Quase corri ao encontro da dor.

Esse é um quase adeus ou parece um adeus?
Não sei diferenciar o que é do que não pode ser,
Não sei amar sem pensar na trama do fim.

Falta-me um pouco de sentimento,
Quase não vejo além do azul,
Esqueço do adeus.

Entalei na garganta o choro,
Fiquei calada olhando o céu cinzento,
É fácil sorrir quando anoitece e a dor adormece.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fútil ilusão



Ela correu dos braços d'Ele,
Ela andou chorando e cantando,
Ela faleceu em plena queda.

O Senhor das Trevas aplaudiu,
O adeus engatado na garganta,
O calor em meio ao frio.

A capa vermelha lhe cobriu,
A felicidade era ilusão.
A sua fútil ilusão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quase verso




A
minha coruja é vesga, não sei dizer como nem porque,
A minha coruja tem amora no peito e não sorri,
A minha coruja poderia ser um bem-te-vi,

A minha coruja é multi-verso e multi-amor,
A minha coruja não tem nenhuma flor,
A minha coruja é multi-cor.

A minha coruja rasgou a minha pele,
A minha coruja se pintou nessa minha pele,
A minha coruja é surreal, não tem vida nem final.

A minha coruja é surreal, ela marcou um ciclo no final,
A minha coruja voará sempre no mesmo lugar,
A minha coruja viverá em minha carne.

A minha coruja é sangue e dor,
A minha coruja é um rabisco alucinante,
A minha coruja é coruja e vai além do véu transcendental.

domingo, 28 de outubro de 2012

Chaves enferrujam




Chaves perdidas
Chaves quebradas
Chaves enferrujadas

As minhas chaves somem
Somem e se quebram
Quebram e enferrujam

No coração a chave enferrujou
Enferrujou a chave dentro do meu coração
Dentro do meu coração a chave enferrujada se quebrou

E se perdeu a chave do meu coração
Dentro da fechadura a chave enferrujou
E no meu coração a ferrugem se alojou

As chaves enferrujam
Normalmente as chaves enferrujam
Novamente as chaves somem ou enferrujam

Enferrujei também
Enferrujei perdida e absorta
Enferrujei dentro deste mundo

Calei bem fundo a dor
Enferrujada e quebrada
Calei bem fundo a magoa

No coração a chave enferrujada
Permanece incrustada
Quebrada

E incrustada vai enferrujando
A chave que um dia dei a minha amada
Permanece em meu coração incrustada e enferrujada

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Outra verdade



A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.
Vai passar. A sensação, a realidade não, a realidade é concreta.
Viva, pare de pensar na morte, a morte é outra vida.

Chorar por nada, chorar em plena madrugada não é piada.
Ter alucinações em plena viagem astral é surreal.
A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Castelos de areia



Nas dunas estelares de Uranus
Milhões de fagulhas cósmicas,
Trilhões de pedras na superfície.

Castelos de areia e nenhum fogo,
Granizo verde no chão escuro,
Outra metáfora da vida urbana.

Olhando as nuvens avermelhadas
Pelo canto das pálpebras ressecadas,
Observando estrelas mortas; é madrugada?

Castelos de areia e caos, casas de fazer desconforto,
Riachos artificiais na beira da estrada, enquanto a colisão
É inevitável, esses mares embelezam a Terra.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vinte e Quatro



Vinte se foram
Quatro ao nascer
Vinte e quatro ilusões

Sem quatro questões
Como milhões num frasco
Comprimidos mágicos
Sabores ardentes
Vinte e quatro
Sorrisos

Quatro decepções
Vinte e poucas alegrias
Nenhuma metáfora
Por envelhecer


Vinte e quatro em carne
Recolhendo floreios
Aprendendo valores
Revivendo amores
Envelhecendo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Aspirações



Conspirações entre Universos
Aspiradores do além
Fagulhas do fim
Escolhas

Complicações
Outras ilusões no limbo
Mesóclises ocasionais na mesa

Lirismo ao pé dos fatos
Egoísta-mor sutil
Insinuante ardil
Temperamental afã
Escolha as ditas aspirações

terça-feira, 5 de junho de 2012

Querer avesso



Querer rasgar o peito,
Cortar todos os ligamentos
E despedaçar as vísceras com as mãos.

Querer morrer de amor,
Cortar toda e qualquer dor
E despedaçar as flores do quintal.

Querer sair do ar,
Cortar as sinapses neurais
E despedaçar as lembranças surreais.

Querer macular o céu,
Cortar as nuvens em pleno ar
E despedaçar as conchas no fundo do mar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

AMOR AO INFINITO


A lua no formato do nosso amor
Zelosa de carinhos e atenção
Uma mistura de enganos
Lindas ilusões
Amor imperecível
Doce saudade exagerada
Aquele beijo certo na hora errada

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Divagações


Um giro perfeito não deveria nos deixar tão zonzos.
Uma alegria antiga não deveria fazer-nos chorar.
Um olhar familiar não deveria nos magoar.

Um beijo antes do adeus não deveria ser sobre o fim,
Um beijo apenas alegraria e iluminaria o todo.
Um beijo assim não deveria acontecer.

Um giro perfeito não estremece o mundo?
Um mundo perfeito não gira a todo segundo?
Um adeus sempre destrói os nossos mundos?

Uma alegria furtiva e profunda.
Uma tristeza sem final.
Uma verdade.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

La película




La película?


Uma película em preto e branco azulada.
O brilho no olhar de alegria.
Uma falta de razão aparente.
Lampejando insanidade, sorrindo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Vejo um giro perfeito


Vejo beleza nas raízes daquelas árvores mortas.
Vejo o infinito no olhar daquele gato preto.
Vejo a vida passar correndo por mim.
Vejo rochas na cor do nosso céu.
Vejo sinais nas frutas verdes.
Vejo loucura no espelho.
Vejo um giro perfeito.
Vejo fantasmas.
Vejo você.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Intervalo calculado


Intervalo entre o talvez e a certeza
Pouca beleza florescendo entre as ervas
Certas ilusões tornando-se distantes recordações
Um calculo aleatório dessas probabilidades quânticas
Algumas gotículas de uma saudade muito antiga
Sobreposições desestruturadas no telhado
Aquela mangueira velha não existe
Suas mangas foram furtadas
As raízes continuam
Intocadas


Partilhei a minha doce nostalgia
Com alguns daqueles fantasmas andarilhos 
Buscando sem destino a verdadeira luz do luar
Encontrei num breve intervalo calculado a tua loucura
Abracei-a sorrindo e sublimando minhas dores
Sussurrei ao rei dos pérfidos um segredo
Calculei a extensão do horizonte
Nos intervalos irregulares
Destruí falsas teorias

sábado, 7 de janeiro de 2012

Desilusão


Não é fascinação?
Não é pura ilusão?
Não é por emoção?

Da onde vem essa desilusão?
Qual a razão de sentir tanta solidão?
Se internamente já aceitei a tua rejeição.

O meu corpo não expressa as minhas dores,
Os meus olhos não visualizam belas cores,
O horizonte não se destacou nas folhas.

Desejei um sono sem sonhos,
Desejei tocar o infinito novamente,
Desejei morrer com um dos teus beijos.

Tive lampejos de insanidade e fúria,
Colhi amoras no quintal de Gaia,
Enterrei o amor desesperado.

Cultivei a serenidade das flores murchas,
O meu jardim se encheu de lama,
Reguei-o com minhas lágrimas.

Desilusão não rima com imensidão,
Desilusão não faz um belo verão,
Desilusão enferruja o coração.