Mostrando postagens com marcador Lágrimas em Versos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lágrimas em Versos. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de outubro de 2010

Preciso de você...³


(...)
Foi apenas um sonho que acabou?
Tornando-me fria e depressiva,
É tanta minha melancolia...
E forte a porfia, chorando por nada,
Vivendo uma farsa... Inferno!

Inferno... Miséria de viver!
Quero ao meu idílio, todavia, não o posso ter...
Inferno... Tristeza corroendo o meu ser!
Meu coração não consegue mais pulsar,
Preciso de você... Necessito ao menos lhe ver!

Porque justamente você?
...eu preciso de você...
...preciso de você...
...preciso de...
...você.

Preciso de você...²


(...)
No vinho bebo o pranto,
Neste meu veneno mui santo,
Pelo cálice do encanto... Penso no falecer,
Eu o quero mais que a morte,
Sonho com você...

Pena que não pode ser; por quê?
Das minhas desventuras, tanta coisa que já fiz...
Todas não se comparam ao querer e não poder,
Eu o quero mais que a morte,
Pois é grande o meu sofrer.

Inferno... Miséria de viver!
Querer sua volúpia e teu ser,
E em seus braços novamente desfalecer...
Eu o quero mais que a morte,
Porque tanto querer?

Eu o quero mais que a morte,
Sempre e sempre até morrer...
Na angústia de esquecerdes
Na tristeza do que não pode ser.
Sonho com você...

Inferno... Agonia de viver!
Miséria, miséria, miséria...
Por quê? A lua me renega, por quê?
Perguntas mil... Sem respostas...
Inferno... Solidão, amo você!

Há da tristeza um grande pasmo,
Na luxuria me engasgo...
Só queria novamente ter você,
Mais como isso pode ser?
Se nunca foste meu nem eu fui tua...
(...)

______________
Observação: Continuação do poema "Preciso de você...", depois deste poste, ainda haverá uma 3ª parte do mesmo.

Preciso de você...


Alva noite, triste chuva...
Lívida emoção, doce como veneno,
Amargo como fel, choro de confusão,
Oh, sensação de vazio no coração...
Inferno... Miséria por não morrer!

Eu quero ter você...
Eu o quero mais que a morte,
Não sei como, mais é um sentimento mui forte.
Abala minh'alma no enredo de tal sorte...
Numa noite, após beber, com ele senti prazer.

Não foi um gozo, seria uma grande atração?
Tonteava-me nos seus braços...
Num frenético impulso,
A dor estava lá, se foi à solidão...
Tristeza eu ainda sentia, acho que até choraria.

Ah, como eu o queria...
Ó triste solidão, lamuria no coração,
Meus desalentos, mórbidos silenciam
Com as lágrimas que rolam em minha face;
Tão triste e tão só... Porquê?

Inferno... Miséria de viver!
Quero meu idílio, mas não o posso ter...
Inferno... Tristeza do meu ser!
Posso afogar-me nos teus beijos?
Pela primeira vez tenho algo que não quero esquecer.

(...)


___________
Observação: Esse poema é muito intenso e extenso, por isso apenas escrevi metade dele acima, o resto tentarei escrever num outro poste, ele também relata um fato importante em minha vida.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Leito


Olho ela ao lado dele no leito,
Sonhando acordada com o morto!

Sobre o leito... Enrolado nos lençóis
Está o morto, dormindo eternamente,
Sonhando com o nada.

E o leito está frio,
É madrugada!
Lá fora neva...

Vejo a nudez do morto!
Ele congela sobre o leito,
O morto. É aquele intocado!

Genniffer L. Moreira

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Decadência



Vê-la me atormentava,
Obrigando-me a continuar...
A pessoa solitária em silêncio!

Oh... é a decadência?
Vejo mãos fitadas e cortadas
Nesta obtusa madrugada.

Ei, eu não me matei por vós,
Foi a demência, a insensatez;
A frieza de meu espírito...

Na decadência, esperei
O teu penoso “Adeus”
Intrínseco, como um zumbi.

E as noites ao pensar em ti
Descontei algumas lágrimas,
Embora você nem as merecesse!

Tornei-me um anjo decaído,
Na negrura da noite sem luar
Postei tua existência em dúvida.

Desisti da dor, lamentei o amor,
Cobicei essa tua voz melodiosa
E com tristeza te deixei...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Entorpecente Solução


A minha entorpecente solução
É o veneno... a falta de razão,
Qual a entorpecente solução
Para nossas dúvidas e lamentações?
No findar deste dia... inexistirei?
O (meu) medo não importa,
É ele que fecha a porta!
A fulminante crise existencial
Domina o mundo surreal...
Deste banal e incógnito ser.


Genniffer L. Moreira

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sei que...



Sei que... Realmente sei que...
Sei que a flor murchou, eu sei que
O dia acabou e meu tempo expirou.


Sei o quanto nada faz sentido,
Pois o meu ser em cólera se funde ao
Medíocre pelejar de um morto-vivo.


Pelo qual, sei que o tempo acaba,
E não te tenho comigo... Isto eu sei!
E prendo-te a este coração que sofre.


Sei que... Só sei que... Não sei! Nada sei!
Absolutamente nada sei... Amo o teu ódio?
Odeio o teu amor, nunca me deixe, por favor!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Me deixe

 



Deixe-me, saia daqui, me deixe...
Estar com você só piora tudo, não vê?
Volte para teu sepulcro, lá estarás melhor.

Não se importe tanto comigo, me deixe...
Sei me cuidar, posso me virar, sozinha!
Você piora absolutamente tudo, não vê?

Deixe-me sozinha, posso tratar as feridas,
Pare de ferir-nos por nada, deixe passar...
Antes que eu sinta raiva de você, me deixe...

Enquanto não é tão tarde, saia daqui!
Apenas deixe o tempo passar, ele cura tudo;
Não sangre tanto, ainda há uma vida por vir...

Procure sanidade, adquira experiência, me deixe...
É difícil te esquecer, mas vou tentar!
Corto meus pulsos, minha garganta, mais esqueço!

É melhor desse jeito, assim não sangrarei tanto.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Como sempre


A brisa deste dia é como sempre,
A minha tristeza permanece...
Como sempre te direi mentiras;
Por que você é meu único sonho?

Não penso no dia que se passou,
Penso na chuva que cai aqui perto.
Não penso no teu sofrimento, como sempre...
Por que você ainda me adora?

Deveria estar sorridente, mas não consigo,
Pois sei que amanhã será meu último dia,
Como sempre morrerei por dentro rapidamente.
E por que você não me diz que será como sempre?

Neste solitário momento, sinto as lágrimas,
A percorrerem meu rosto, sei que é a hora...
E que sentirei saudades, como sempre!
Por que eu preciso perder você?

Este é um momento igual há vários outros
Em que como sempre te escondo
O quão triste é quando está longe,
E que te espero... Como sempre...


Genniffer L. Moreira

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nunca me esqueça!


Gosto de estar contigo, das nossas conversas...
É muito importante a sua presença em minha vida,
Minha tristeza é usada n’outro termo, meu amigo,
Quando estou contigo, sinto uma alegria exctasiante.

Por isso tudo peço lhe humildemente: por favor,
Nunca me esqueça, você faz minha vida amena,
As dores adormecem, o egoísmo diminui... eu só
Preciso de um pouco do teu carinho e atenção.

Sabes que sou uma criança mimada, sendo rebelde,
Felicitando-me como uma pessoa incompreendida
Que definha juntamente por tua enorme tolerância...
Necessitando de um pouco de carinho e paciência.

Tenho essa vontade de me apegar muito a ti,
Querendo algo que apoie minha agonia de morte...
Antes do crepúsculo, antes da ultima lágrima cair,
De meus olhos se fecharem permanentemente.

Espero por sua mão, seu sorriso tão bonito,
Seu olhar misterioso e tua aparência apática,
Meu grande amigo... sendo meu amigo...
Não pedindo nada, sem interesses, amigo.

Nunca me esqueça!
Nunca me esqueça!
Por favor, nunca me esqueça!
Você irá me esquecer?
Você já me esqueceu?
Você me esqueceu...


Genniffer L. Moreira

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pensamentos confusos


Estão se contrariando e me subtraindo na monotonia
Os devaneios que me isolavam deste mundo,
O tédio onipotente e o desanimo sempre presente...

Teu pranto eterno... Meu choro translúcido.
Num pálido rosto delirante, com ar febril
Notava-se o pesar do ser fulano...

A confusão de seus planos,
Pensamentos conturbados...
Lividez do mortuário.

Tua boca como um sonho, na perfeição
Sempre transmitindo solidão, uma crise;
Minhas lágrimas lavavam a sua alma?

Meu sangue tem gosto de quê?
Quando eu vou te comover?
Sou um ser humilhante... Medíocre e sádico!

Meu coração pode ser teu... Mais o corpo...
Este nem é meu! Pensamentos sufocantes...
Pensamentos estonteantes...

Penso em sua partida, na minha ida...
Em sua vinda; tudo em mim parece morto,
E você parece uma casca...

Ou você têm uma máscara de carne?
Se mostre para mim... Posso beber de sua boca
O sangue da tua breve satisfação?

Genniffer L. Moreira

terça-feira, 27 de julho de 2010

Maldade


Soa ecleticamente rubro e tardo,
É o veneno de ambições deste circulo vicioso,
Cujas drogas promovem emoções fortes e baratas
Que são em minhas veias injectadas.

Possuo um vasto sentimento de maldade,
Que bem faz a inocência na verdade?
Os anseios que se tem dentre os lunáticos
São alucinações do ser fantástico.

Sinto o mal entre as viceras, me corroendo...
Sei que estou morrendo lentamente,
Será que são pelos meus pecados ou a diferença
Na loucura dos sombrios, dos desgarrados...?

Talvez seja culpa deste sangue envenenado,
O veneno contido nele matou-me puramente
Pela maldade existente neste mundo prepotente
Que exala o fedor latente dessa humanidade doente.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alma Morta



Há no teu sangue algo ruim,
E em minh’alma sinto o cheiro da morte,
Que advêm do veneno outrora tomado por mim;
Hoje você sabe, eu sou uma alma morta!


Um dia você me disse:
- Pálido é o teu semblante, vazio é o teu olhar,
Triste é o teu penar, sozinha sempre estará!
E vejo o quão certo é o teu maldizer...


Sou alma, morta, ser frívolo e obscuro,
Mereço morrer na solidão por perfuração?
Tristemente desfaleço sem um idílio...
Alma que sofre e de maneira obtusa chora.


Não tenho medo, pode vir minha doce tentação!
Guia o meu pobre e fiel coração...
Saiba que não posso restituir aos seus pedaços,
Meu coração é e sempre será partido!


Em verdade isto me é impossível...
Não posso reviver, estou morta, isso é um fato!
Minh’alma moribunda chora pela sua sina,
Essa que é vagar à noite e assustar os seres viventes...


Sou um ser notívago, morto-vivo,
Não, não sou demônio, só um anjo caído!
Vivo neste inferno, mas não desejo o paraíso,
Amo o vinho e a luxúria, enveneno o meu sangue!
Sinto a morte tomar conta do meu corpo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lágrimas


Ao passar do dia, vejo a chuva derradeira,
Vejo suas gotas à cair neste chão seco e sujo;
Sinto o rosto quente, as lágrimas escorrendo pela face;
O trepidar de dentes nesta boca entre-aberta que geme...

Estou sussurrando levemente coisas banais, confusas,
Com lágrimas nos olhos... Tenho um desejo precedente,
Envolvendo minha magoa, penso na minha morte,
Quero ir embora rapidamente, morrer sem dor!

Vou vertendo lágrimas por ninguém, por mim
E por você; apenas sem saber o real porque de viver...
Lágrimas pelo fim, lágrimas na cor carmesim, lágrimas. 
Ouço um som tão belo que me machuca brutalmente,
Ferindo internamente este meu louco coração.

Lágrimas e mais lágrimas vão maculando o chão branco,
Sem razão, sem paixão, não há solução?! Foi a dor,
Nem sei de que... Nem sei porque, lacrimejo por você;
A minha morte foi em vão? Dentro do peito ainda
Há um coração magoado, despedaçado... Quebrado!

Quem será o culpado? Quem será perdoado?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lágrimas de amor...

Chorei avidamente por você
Em cada madrugada,
Só me restaram os lamentos.

Foram vãos?
O teu coração é de pedra
Ou diamante?


Não renegue a minha dor,
Minhas lágrimas de amor!
Já não basta a minha morte?

Queres aveludar o sofrimento!
Eu só lamento... E choro:
Lágrimas de amor!

Rejeitada, me entristeço,
Nem um singelo "adeus" me destes,
Apenas malquisestes ao meu idílio.
______________
Obs: Este poema foi escrito em meados de 24.04.2009 e está incluso em meu livro "Lágrimas em Versos" datado deste mesmo périodo. O livro em questão ainda não foi públicado e foi escrito na minha adolescência.