terça-feira, 13 de julho de 2010

Névoas de Inverno



Meus poemas... tristes,
Chorosos, lamuriosos...
Observá-los laguidamente
Lembrando das névoas de Inverno,
Daquelas paisagens mirabolantes 
Entre o ser e seu espírito.

Vivemos violados, no escuro,
Frio, gélido está meu coração,
Não, nunca te pedirei perdão...
Sortudo é quem senti, degustando
Vagarosamente o líquido ardente,
No veneno há o gosto do sangue.

Puro e envolvente sobre os
Lábios de um demente.

No céu - hipnotizante vazio
Envolto por fumaças azuladas,
Amareladas, acinzentadas pelo inverno,
Está agora enevoado, opacamente bélico,
Como naquela manhã na primeira vez
Que te notei... sorrindo, me alegrei...

Tua voz se dissipou no ar,
Enquanto o teu olhar
Envolveu-me por completo,
Deslumbrante era o teu olhar,
E eu acabrunhada, paralisada
Te vi passar por entre névoas.

Mesmo sendo uma moça
fria e sombria, eu sorria.

Tu parecias um fantasma,
Destacando na paisagem
A essencialidade macabra
De toda a minha morbidez;
No teu rosto um sorriso frívolo,
Me é hoje meio que esquecido...

Loucuras



- É, eu não tenho mais o que fazer...

"Absolvida pela solidão,
Cansada de lamentações
Cortei os laços de emoções..."

Loucuras, farei, não, fiz loucuras por você!
Sem razão ou fundamento, me calei soluçante,
Me vi e te vi sofrendo pelo vento,
Amando subitamente o inexistente,
Iludindo-me à cada estante,
Sonhando estar num mundo diferente...
Sincera meio que tristemente,
Nas curvas da tua morte,
Gritei, vociferei:
- Louca, está louca...
Sendo boba, vacilou debilmente;
Não medistes teus actos desvairados...
Cometestes absurdos por amor,
Fostes longe com esse erro,
Perdeste tudo, me perdestes;
Só lhe restou tua vergonha,

Que esquecerá anteriormente...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lágrimas


Ao passar do dia, vejo a chuva derradeira,
Vejo suas gotas à cair neste chão seco e sujo;
Sinto o rosto quente, as lágrimas escorrendo pela face;
O trepidar de dentes nesta boca entre-aberta que geme...

Estou sussurrando levemente coisas banais, confusas,
Com lágrimas nos olhos... Tenho um desejo precedente,
Envolvendo minha magoa, penso na minha morte,
Quero ir embora rapidamente, morrer sem dor!

Vou vertendo lágrimas por ninguém, por mim
E por você; apenas sem saber o real porque de viver...
Lágrimas pelo fim, lágrimas na cor carmesim, lágrimas. 
Ouço um som tão belo que me machuca brutalmente,
Ferindo internamente este meu louco coração.

Lágrimas e mais lágrimas vão maculando o chão branco,
Sem razão, sem paixão, não há solução?! Foi a dor,
Nem sei de que... Nem sei porque, lacrimejo por você;
A minha morte foi em vão? Dentro do peito ainda
Há um coração magoado, despedaçado... Quebrado!

Quem será o culpado? Quem será perdoado?

domingo, 11 de julho de 2010

Minha Ira


"Esse é mais um dia...?
Como qualquer outro dia...?"

Vou te fazer sentir,
À morte perto;
Em seu coração;
Você vai sofrer;
Meu ódio está crescendo...
Suas mãos estão tremendo,
Seus dentes rangendo,
Minha ira vai crescendo;
Meus pulsos tremendo,
O meu coração pulsa exageradamente...
Minha irá esta endurecendo?
Depois de um tempo
Vou te esquecendo;

Você está ligeiramente,
Em prantos. Lacrimejando.
E no meu íntimo há um desejo...
Querer te ver, observar teu sangue
Manchando minhas mãos,
Só assim sentirei à doce satisfação,
E saberei que estará tudo acabado.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sono


... Sono!


Um camarada que te abraça,
Que passa as mãos nos teus cabelos,
Que te canta: Lullaby e lhe faz dançar
Sem nem sair do lugar...


Tudo cai, um dia cai...
Numa tenra hora, simplesmente cai
E não, não é o momento certo pra nada,
Agora não é possível, não dá.


Deixe pra depois, Morpheu te chama!


Quando ele deixa escorregar pelos fios macios
E aproxima a língua traiçoeira, te prendendo
Na teia escura, do nada... Sente-te anestesiado,
Você nem se lembra de quando estava sã.


Agora, tudo está confuso, nebuloso,
Agora é tudo nada, um vazio sem fim,
Agora é tudo nada. E nada é nada mais,
Sua visão embaçada, sua audição inutilizada.


Se você resistir, ele te deixa partir
Como um sinal de vitória, uma bela vitória,
Mas você não venceu, nem perdeu, ou triunfou...
Ele volta ainda mais impiedoso.


Não tem pressa, e dessa vez...
Ele te leva. Uma vez que te leva...
Uma vez, duas vezes, três... É viciante...


Durma... Durma... Durma!


Morpheu quer somente a sua amizade...
Morpheu quer somente deixar-te a vontade!
Durma... Durma... Durma!


Sinta o sono te envolver em carícias,
O prazer inundando teu corpo,

Envolvendo todo o teu ser.

Durma... Durma... Durma!


_________________
Observação: Esse poema foi escrito em 23.06.2010 por Caio Omena, porém, esta é uma versão modificada em 24.06.2010 por mim, Genniffer Moreira.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Meu túmulo


É frio e desconfortante, abafado e sufocante,
Tudo esta tão escuro, estou num pesadelo.
Este é o meu último paradeiro?
Não me lembro de absolutamente nada.

Só desse meu túmulo, medonho, soturno...
As lágrimas amargurantes não cessam!
A dor é extremamente forte em meu peito,

Choro por ter morrido vergonhosamente.

Meus olhos doem, eu grito...
Ninguém sabe que eu estou aqui?
Sempre quis morrer, era preciso,
A minha carne já está se decompondo.

Vocês ficarão felizes com minha morte?
Mereço esse túmulo imundo...
Eu era em vida um moribundo,
No entanto, por que ainda choro?

domingo, 4 de julho de 2010

Sonhos


"Todos sonhamos, aos poucos acordamos?..."

Supérfluos e confusos
Limitados ao exagero,
Entregues ao passado,
Levemente incomodados;

Os sonhos me perturbam,
Digo lhes palavras duras,
O meu mundo é superficial,
Sinto me totalmente desigual.

Na maioria dos sonhos viajamos,
Vivemos escondidos e desiludidos,
Vagamos plenamente adormecidos,
Nas angustias destes dias...

Temendo por suposições, analogias

Opositoras do ser sonambulico,
Observe os calafrios que terás
Ao acordar para ver o Sol raiar.

Enquanto tuas lembranças
Vão sumindo devagar,
Não se recordará do paraíso
Em que permanecestes.

Pensar nos teus sonhos será
Para ti algo deveras extasiante,
Tranquilizando seus temores
E erradicando suas dores.