quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sei que...



Sei que... Realmente sei que...
Sei que a flor murchou, eu sei que
O dia acabou e meu tempo expirou.


Sei o quanto nada faz sentido,
Pois o meu ser em cólera se funde ao
Medíocre pelejar de um morto-vivo.


Pelo qual, sei que o tempo acaba,
E não te tenho comigo... Isto eu sei!
E prendo-te a este coração que sofre.


Sei que... Só sei que... Não sei! Nada sei!
Absolutamente nada sei... Amo o teu ódio?
Odeio o teu amor, nunca me deixe, por favor!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Distância


Não existe o termo que separe
A tua loucura da minha criatividade?
Distância, distante, distinta, destroçada...
O que você não diz nas entrelinhas?

A tua boca abre, ela fica aberta e nada,
Nenhum som ou ruído é audível, enquanto
Teus olhos vão se fechando lentamente
E percebo a dor que tu deveras sente.

Nesse instante a minha boca se contraí
Nervosamente, não digo nada, sofro calada
Toda a meia hora que se passa, tua pupila
Se dilata, todo o teu ser parece doente.

A distância se faz presente, nossa ligação
Já não existe, somos estranhas criaturas
Amarguradas, nossos destinos se descruzam
Neste breve intervalo, e nenhuma palavra será dita.

Não haverá um "até breve", ou um "se cuide", nem
Mencionaremos nossos nomes, a tua voz, tua doce voz
Não é por mim ouvida, tuas carícias terão que ser por mim
Esquecidas; apertaremos as mãos e tudo terminará?

Genniffer L. Moreira

Pietro

pietroantesdenascer.jpg

O que será de você? Bebê Pietro,
Pobre Pietro, nascerá num lar
Que não é própriamente um lar.

Querido, não chore quando pensar
Na estranha vida que você levará,
Pois a sua tia-avó tentará lhe ensinar...

Que as coisas não são perfeitas,
Elas vão se lapidando no decorrer
Da vida e a felicidade não pode esperar.

Pietro, sinta-se amado mesmo nas horas
Difíceis, as melhores memórias desse mundo
Levamos coladas e entrelaçadas umas com as outras.

Genniffer L. Moreira

sábado, 9 de outubro de 2010

Existêncialismo


Tal existêncialidade sólida não é
Condizente com este meu eu-lírico,
Onírico, ausente, deprimente, demente.

Ver a realidade como verdade
Não significa que meu existir vai
Muito além do meu reflexo espelhado.

O Existêncialismo não consegue ratificar
A fatalidade da minha falta de alusão
Na exactidão de um dia ser esquecida.

Genniffer L. Moreira

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Victims - Culture Club

Tradução: As vítimas

Nós conhecemos tão bem,
Elas brilham em seus olhos
Quando beijam e contam [sobre]
Lugares estranhos que nunca vemos.
Mas você sempre está lá,
Como um fantasma em meu sonho.
E eu continuo te falando:
"Por favor, não faça as coisas que você faz."
Quando você faz aquelas coisas
Puxa meus fios de marionete.
Eu tenho o mais estranho vazio em relação a você...


Nós amamos e nunca distinguimos
O que coloca nossos corações no poço dos desejos.
O amor nos conduz para dentro da correnteza
E é afundar ou nadar,
Como sempre tem sido.
E eu continuo te amando,
É a única coisa a fazer.
Enquanto o anjo canta
Existem coisas superiores [que]
Eu possa dá-las todas para você?


Puxe os fios da emoção,
Pegue uma carona num prazer desconhecido.
Sinto-me como uma criança
Em uma noite escura,
Desejando que houvesse algum tipo de céu.
Eu poderia estar aquecido com você sorrindo,
Estenda sua mão por um momento.
As vítimas
Nós as conhecemos tão bem...


REFRÃO:
Mostre para meu coração um pouco de devoção,
Afaste pro lado aqueles que sussurram "jamais".
Sinto-me como uma criança numa noite escura,
Desejando que nós pudéssemos passá-la juntos.
Eu poderia estar aquecido com você sorrindo,
Estenda sua mão por um momento.
As vítimas
Nós as conhecemos tão bem, tão bem...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Me deixe

 



Deixe-me, saia daqui, me deixe...
Estar com você só piora tudo, não vê?
Volte para teu sepulcro, lá estarás melhor.

Não se importe tanto comigo, me deixe...
Sei me cuidar, posso me virar, sozinha!
Você piora absolutamente tudo, não vê?

Deixe-me sozinha, posso tratar as feridas,
Pare de ferir-nos por nada, deixe passar...
Antes que eu sinta raiva de você, me deixe...

Enquanto não é tão tarde, saia daqui!
Apenas deixe o tempo passar, ele cura tudo;
Não sangre tanto, ainda há uma vida por vir...

Procure sanidade, adquira experiência, me deixe...
É difícil te esquecer, mas vou tentar!
Corto meus pulsos, minha garganta, mais esqueço!

É melhor desse jeito, assim não sangrarei tanto.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Valeriane


Laboratório: Nikkho

Apresentação de Valeriane: Drg. 50 mg cx. c/ 20 un.

 Informações ao paciente:
Valeriane é um medicamento fitoterápico, sem efeitos hepatotóxicos ou nefrotóxicos, à base de extrato seco de Valeriana officinalis, que contém sesquiterpenos (ácido valerênico e seus derivados — valerenal, ácido acetoxivalerênico e ácido hidroxivalerênico) e valepotriatos (diidrovaltrato, valtrato e acevaltrato), estandardizados e estabilizados. Os valepotriatos possuem uma ação ao nível do corpo amigdalóide e sobre o hipocampo, demonstrando uma certa semelhança com os timolépticos e com os benzodiazepínicos. Possuem, ainda, uma ação espasmolítica, provavelmente por influenciarem na entrada de cálcio nas células musculares. Os sesquiterpenos, cujo principal constituinte é o ácido valerênico — encontrado na Valeriana officinalis —, agem, ao nível bioquímico, inibindo o sistema enzimático responsável pela degradação do ácido gama-aminobutírico cerebral, resultando numa redução da atividade do sistema nervoso central e num efeito estabilizante sobre o sistema nervoso autônomo, desta forma, (...).

Indicações:
Valeriane está indicado para o tratamento das alterações provocadas pelo desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, estados de tensão, estresse e nos distúrbios do sono.

Contra-indicações:
Valeriane está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Advertências:
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes. Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Uso na gravidez:
Durante a gravidez e lactação, o produto deve ser utilizado sob estrita orientação médica. Como qualquer outro medicamento, não se recomenda sua utilização no primeiro trimestre da gravidez.

Interações medicamentosas:
Embora existam relatos de efeitos aditivos com o uso de Valeriana officinalis L. concomitante com depressores do Sistema Nervoso Central, tais como álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos e opiáceos, em animais de laboratório, os mesmos não foram observados em seres humanos, até o momento. Entretanto, mesmo assim, não se recomenda o uso de Valeriane com tais substâncias.

Reações adversas / Efeitos colaterais:
Em geral, Valeriane é bem tolerado. Entretanto, raramente, podem ocorrer sensações de queimação retroesternal, dispepsia, diarréia ou reações alérgicas cutâneas. Em indivíduos suscetíveis, raramente podem ocorrer efeitos semelhantes aos da cafeína, como taquicardia e insônia. Tais efeitos desaparecem com a interrupção do medicamento.

Posologia:
Adultos: 1 a 2 drágeas, três vezes ao dia, por 21 dias. Após esse período, 1 drágea, duas vezes ao dia, a critério médico. Crianças acima de 10 anos: 1 drágea, duas vezes ao dia, a critério médico. Crianças até 10 anos: 1 drágea ao dia, a critério médico.

Superdosagem:
Até o momento, não existem relatos de casos de superdosagem.

Minhas Obs: Esse é meu atual remêdio. Espero que funcione!