Loucuras alucinantes não podem ser dosadas ou medicadas. A lucidez e a insanidade brincam com a verdade. Sabedoria é saber manobrar os silêncios nessa vida.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Palavras
Palavras, apenas palavras, palavras pequenas
Ou grandes palavras, só são palavras jogadas
Ao vento e recitadas no momento errado...
Palavras, elas não são mais coloridas ou menos
Nítidas só por serem palavras subjugadas nem
Podem ecoar no outro lado do planeta Terra.
Palavras, eu tenho medo daquelas palavras
Murmuradas com ódio, tenho receio dessas
Maldições compostas de tantas palavras.
Palavras, somente as mais belas são usadas
Para descrever a emoção de compreender
A essência ilustre e pura da razão quando
Se ama, embora haja a confusão mundana.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Cansaço
É cansaço, todavia, não se resume no ato de sentir o corpo pesado, o meu estado físico supera essa sensação característica no momento de esconder a dormência e retrair os nervos. As estranhas imagens vão aparecendo atrevida-mente em meu receptor visual, não vejo conexões ou ligamentos, apenas pressinto a chegada de novas formas e diferentes camadas entrelaçadas com meus fluidos energéticos.
Calcularia a fragilidade se me fosse possível codificar cada célula deste meu pulsante coração, pois chegar ao fim de um ciclo sem saber o maior mistério envolvendo meu espírito é sem dúvida a pior das maldades que o véu do esquecimento me proporciona. E não se pode lamentar pelo acaso, não se pode estranhar o nebuloso passado e só nos resta apreciar o nosso próprio cansaço.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ruminações
Ele não viu a chuva antes dela cair,
Nem procurou um agasalho macio
Na hora de partir, aquelas gotas
Frisavam sua pele amedrontada.
Elas o fizeram sentir a brisa fresca
Como se fosse uma rajada de ar
Congelando todos os seus nervos.
Sem entender o vil subjectivismo
No azul do mar, o menino buscou
Uma força singular na razão avessa
Aquela da qual sabia lhe permitir
Esclarecer as madeixas do Ser.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Nunca Mais
Ele me diz: Nunca mais!
Ela lhe diz: Tanto faz!
Eu penso: Não sei mais...
Ele lhe diz: Eu desisto!
Ela me diz: Eu insisto!
Eu penso: Só me deixem,
Porque eu quero paz.
Ele me diz: Não faço mais.
Ela me diz: Será que ele não faz?
Eu penso: Pior que é capaz, ele
Não consegue, ela não se controla.
Eles são dois idiotas, totalmente iguais.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Na Janela do Quarto
Na janela do quarto... Da janela do meu quarto
Vejo tantas cores e objectos, vejo a chuva, os raios
Solares e percebo a tristeza dos pobres mortais
Que vão passando, passando sem olhar para mim.
Eles passam e não param, não olham e nem sabem
Que alguém os observa, enquanto andam pela rua,
Nenhum desses indivíduos parece sorrir, para mim
Estão vagando sem rumo ou deixando a vida passar.
Eles se isolaram na multidão... Eles deixaram o vazio
Simplesmente os dominar; olhar essas criaturas não
Me transmite alegria, sinto as dores, suas dores, então
Eu não quero entender a sensação de ser assim, não.
Eu gostaria de vibrar com pensamentos emocionantes,
Sorrir para os passantes sabendo as cismas interiores
Desses estranhos farsantes, entretanto, a verdadeira
Realidade é funesta, pois na janela do meu quarto...
Da janela do meu quarto não se pode ver nada além
De um muro acinzentado, e ele me prende nesse quarto,
Na janela do meu quarto, dela só posso ver uma parte
Do céu nublado, nada nem ninguém passa por aqui ou sorri.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dor de Amor
O meu amor me detesta, e eu penso: tudo bem já que ela não presta.
Os meus olhos castanhos estão vermelhos por culpa dela, chorei por ela.
O meu melhor sorriso já não parece tão confiante, meu rosto virou uma bela
máscara de prata, o desgosto fez minha face se tornar acinzentada. E ainda que
ela viesse dizer coisas doces ao meu ouvido não poderíamos voltar no tempo.
O meu consolo é imaginar um futuro sem a presença voluptuosa dela.
Os meus sonhos mudaram de perspectiva depois que ela saiu vociferando
milhões de palavras abjetas. Naquele dia percorri um longo caminho até vê-la
agredindo estranhos na rua. Então entrevi a personalidade doente da minha amada
boneca, eu decidi escapar daquele relacionamento, todavia, agora me lamento.
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