quinta-feira, 14 de julho de 2011

Doce Delírio

Dale Frank


Sonhei com imagens de feios recortes
Acordei e apontei pro espelho quebrado
No reflexo não havia ninguém do meu lado
Escondi minha magoa atrás do teu porto seguro
Camuflei meus receios olhando os teus devaneios
Provei o sabor do teu doce delírio antes de levantar
E ao fim te sussurrei o quão doce poderia ser não te amar

terça-feira, 12 de julho de 2011

Explosão

Bem Paraná

Não possuo mais um coração
em seu lugar tenho uma bomba
devidamente ativada para explodir
assim que sentir a tua presença.

Não vejo mais o tempo
ou pressinto as emanações climáticas
quando ouço essas tuas palavras
carregadas de uma sabedoria arcaica.

O meu corpo não suporta mais
catalizar farsas em proveito
dos teus bons costumes, enquanto
te manténs seguro do outro lado do muro.

As minhas fobias de nada servem
nessa hora mui delicada e ao ver-me 
nessa intensa tristeza, ponho as mãos no rosto
para cobrir minha feição cansada e esconder meu choro.

sábado, 9 de julho de 2011

O tempo e o teu (des)amor


Passam dias, passam horas, minutos e segundos
Só não passa essa dor cá em meu interior
Isso me faz sentir tanto calor

O tempo, sempre o tempo, tudo a seu tempo
Que se dane o maldito tempo e o teu (des)amor atípico
Agora o caos abraça as minhas lembranças embaçadas e sorri faceiro

O amor chegou numa hora errada, o amor que não surgiu do nada
Trouxe consigo toda a dor acumulada em nossas carapaças
Esse pequeno afeto se tornou tristeza exagerada

Teus olhares maliciosos não significam nada?
Busco ler nas entrelinhas de teu ser a verdade inversa
Amarguras à parte, desejo-te grandes façanhas e nenhuma riqueza

Vislumbrar a nulidade dos nossos receios apenas satisfaz
O meu ego com uma sagaz certeza: o tempo distraí
E aniquila todos os casos mal-resolvidos

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Contradições Eufóricas



Em cada verso meu encontro um beijo teu,
Em cada sonho meu encontro o calor que é só teu...

Abrir a porta é sempre a pior parte?
Eu tenho medo de acabar tendo um infarte.

Contradigo aqueles versos simples
Na ilusão de obter teus pensamentos falhos.

A euforia não prolonga o meu desgosto,
Por isso, cismo sobre o nada observando o teu rosto.

Essas minhas contradições eufóricas
São a garantia de exibir belos sorrisos ao final do dia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Chuva de lágrimas




Não chore amiga chuva,
Não chore mais por aquele rapaz,
Não chore, pois para ele tanto fez como tanto faz.

A personificação de tuas tão delicadas
Lágrimas podem rasgar o meu peito facilmente
Quando percebo a dor que tu deveras sentes, amiga chuva.

Essa tua chuva de lágrimas salgadas
Molha o meu corpo e não me intensifica em nada
Além do fato de ter a minha alma aprisionada, chuva amiga.

Ontem já passou, um novo dia começou
E o hoje me mostra claramente a tristeza envolvente
Que todos os seres humanos sentem ao verem tua beleza; querida chuva.

Não chore! Não me esqueça e me aqueça
Antes do Sol, antes do dia clarear, antes da minha dor
Recomeçar a incomodar, pare de chorar e venha correndo me abraçar.

domingo, 3 de julho de 2011

Julho me esfria...


Para L.D.
Julho começa, Junho termina,
Vejo as festas juninas em cada esquina,
Ruidosas elas me envolvem com ar de carnaval.

Não ponho roupas no varal,
As estrelas são como pingos de chuva
E em plena madrugada vejo a rua toda nublada.

Tua falácia misturada com etílicos
Embriaga essa minha razão, não diga não,
Olhe pros lados enquanto me beija e diga que me deseja.

Coloque os braços em volta de mim,
Prenda-se ao meu destino, cole-se ao meu corpo,
Desvende as minhas estranhas obsessões antes do anoitecer.

Crie comigo um novo amanhecer,
Aprenda com o vento sobre os meus segredos
Ou apenas se entreponha junto aos meus mórbidos medos.

Observe, agora os meus versos são todos pra você!
Esqueça aquelas conversas regadas com água morna e suja,
Mostre-me confiança, ou alguma segurança e te direi o meu maior segredo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu (não) lembro



Eu (não) lembro daquele (quase) nada, há tristeza surgindo disso tudo.
As minhas desculpas sinceras não te interessam, as minhas ilusões
São cacos de vidro cortando todas as nossas possibilidades.

Aquela tua frase nunca irá sair da minha parede amarelada!
Eu vou lembrar em todos os momentos e vou chorar
Por não saber te mostrar o teor do meu afeto.

Eu lembro vagamente daquelas primeiras noites, elas eram divertidas
E você sabia o que dizer, enquanto eu apenas me calava aflita
Na esperança de tocar a pureza do teu belo ser.

Relembrar cada gesto, cada olhar e cada sorriso teu tão meu
Faz o meu coração voltar a latejar, não posso fraquejar,
Todavia, a dor parece que vai me sufocar até o fim.