Loucuras alucinantes não podem ser dosadas ou medicadas. A lucidez e a insanidade brincam com a verdade. Sabedoria é saber manobrar os silêncios nessa vida.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Adormecida
Ela se mexe e gesticula versos
Tem as mãos amarradas rente
Ao peitoril da cama
Os braços vão vagarosamente
Levantando sem obter vantagem
Dessa maneira
Semi-despertou de sua loucura
Ouve com agonia o som das buzinas
Sonhando floreios e perfumando folhas
Não é bela a imagem dela
Refletida no espelho usado e trincado
Adormecida
Pesadelos vão surgindo em seus sonhos
Gritos sufocados e gemidos abafados
A princesa arde
Figuras embaçadas saem do chão
Criaturas surgem sorrindo sem razão
A dor causa-lhe aflição
Há um pouco de caos nisso tudo
Negar seria vergonhoso
Conte antes do fim
Não cante pela sorte dos anjos
Durma enfim
Fim
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Sonhos e ilusões perdidas
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Fragilidades
Ela permanece sentada no meio da sala
Esperando por um telefonema
Não consegue se concentrar
Resolve terminar a barrinha
De crochê da mantinha do bebê
Ela ouve a canção do passar
Ela ouve a canção do passar
Ritmado de carros indo e vindo
Virando e sumindo na estrada
Esburacada que foi construída
Em frente a sua casa
Ela sabe que o rapaz não sente
Algo como o que ela sente por ele
Por isso entende o fato dele
Não ligar
Não ligar
Essa verdade indesejada
Só vai ser ignorada até a hora do jantar
Ela suspira um pouco no momento
E chora um tanto antes de se deitar
O ressentimento não tarda
A sua agonia
A sua agonia
Fragilidades à parte
Nenhuma
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Almas irmãs
"Ah, somos duas ou uma?
Nós somos duas lentes,
Dois óculos e uma grande amizade...
Temos um elo somatório,
A frustração arcaica...
Sonhos entrelaçados
Numa certeza incógnita!"
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Sem Saída
Onde a minha chave caiu?
Acordei assustada, numa cama
Estranha, pensei em como sair
Sem acordar o pobre desconhecido
Que dormia sorrindo ao meu lado.
Onde a minha bolsa ficou?
Lamentei, perdida naquela casa
Pelo céu estar tão claro e a minha
Vista toda escura, nem queria lembrar
Daquele episódio louco de nada recordar.
Onde a minha consciência sumiu?
Esperar a porta se abrir não acalmava
O meu coração afoito, todavia, eu já havia
Tentado de tudo um pouco para me livrar
Dessa minha estranha situação peculiar.
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