Loucuras alucinantes não podem ser dosadas ou medicadas. A lucidez e a insanidade brincam com a verdade. Sabedoria é saber manobrar os silêncios nessa vida.
terça-feira, 20 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Mudanças
Algumas folhas rabiscadas
Unidas com barbante
E cola de isopor
A agenda nova em folha
Amarelo-claro, verde-oliva, azul
Com papeis mágicos cheios de possibilidades
Buracos de minhoca no meu Universo
Um mar reverso cheio de caos
Com algas desidratadas
A menina dos meus olhos
Cegou minha razão antes de partir
Com mudanças que poderiam se convergir
Essa brevidade do Ser
Parece falácia do inconsciente
O coletivo é onipresente nesse mar revolto
Mudei-me completamente por dentro
Costurei botões em minhas mãos
Alinhavei as bainhas do destino
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Quase morte
Carnavalizar com o medo em folias vans.
Eu 'coisifiquei' o pós-vida no momento presente
Abraçando o meu e o teu passado afetuosamente.
Numa quase morte encontrei a lógica da vida,
Procurei as brechas nas páginas não-lidas;
Um coração só bombeia o sangue?
Mentir quando a verdade escapa
E o controle remoto te quebra.
É quase morte divina!?
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Lacunas no tempo
O ontem não passou
de belo beija-flor
sem violetas na janela
Voando baixo
rente a minha porta
um bem-te-vi
Ao pôr-do-Sol dourado
com pintas azuis
em nuvens borboletas
Lacunas no espaço
o tempo é um presente
e há violetas roxas na janela
O hoje acabou
mais uma festa começou
e alguém morreu num leito hospitalar
Ninguém chorou
pobre beija-flor sem flor
lindo que te vi num bem-te-vi
Iluminada hora ignorada
na lacuna do porvir
o tempo chora
É só o tempo de ir embora
Ou agora ou no depois
sem revirar voltas
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Halten Sie!
Halten Sie!
Parei na contramão por distração, olhei
os retrovisores do meu carro azul marinho
e segui por outro caminho rezando devagarinho
pros guardas não notarem a minha existência,
enquanto eu dirigisse livre e sorridente.
Halten Sie!
Duas ruas antes da minha casa
o carro estancou e um guarda me abordou,
por dentro o medo me congelou, por fora
eu sorria e dizia rapidamente que estava
tentando adaptar-me à leveza do meu carro novo.
Halten Sie!
O guarda me multou, a minha identidade
ele segurou mostrando autoridade e nenhum
pingo de piedade, a tristeza preencheu-me
inteiramente, por saber que tudo não passava
de um acidente inocente; adeus carrinho novo!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ousadia
Ousei rasgar tuas vestes
Cobrir teu corpo nu com folhas
Esmagar rosas em teus cabelos negros
Ousei colorir tuas mãos brancas
Colocando tinturas rubras
Nos pinceis mágicos
Ousei por ousar
Criei por criar
Ousadia
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