quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quase verso




A
minha coruja é vesga, não sei dizer como nem porque,
A minha coruja tem amora no peito e não sorri,
A minha coruja poderia ser um bem-te-vi,

A minha coruja é multi-verso e multi-amor,
A minha coruja não tem nenhuma flor,
A minha coruja é multi-cor.

A minha coruja rasgou a minha pele,
A minha coruja se pintou nessa minha pele,
A minha coruja é surreal, não tem vida nem final.

A minha coruja é surreal, ela marcou um ciclo no final,
A minha coruja voará sempre no mesmo lugar,
A minha coruja viverá em minha carne.

A minha coruja é sangue e dor,
A minha coruja é um rabisco alucinante,
A minha coruja é coruja e vai além do véu transcendental.

domingo, 28 de outubro de 2012

Chaves enferrujam




Chaves perdidas
Chaves quebradas
Chaves enferrujadas

As minhas chaves somem
Somem e se quebram
Quebram e enferrujam

No coração a chave enferrujou
Enferrujou a chave dentro do meu coração
Dentro do meu coração a chave enferrujada se quebrou

E se perdeu a chave do meu coração
Dentro da fechadura a chave enferrujou
E no meu coração a ferrugem se alojou

As chaves enferrujam
Normalmente as chaves enferrujam
Novamente as chaves somem ou enferrujam

Enferrujei também
Enferrujei perdida e absorta
Enferrujei dentro deste mundo

Calei bem fundo a dor
Enferrujada e quebrada
Calei bem fundo a magoa

No coração a chave enferrujada
Permanece incrustada
Quebrada

E incrustada vai enferrujando
A chave que um dia dei a minha amada
Permanece em meu coração incrustada e enferrujada

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Outra verdade



A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.
Vai passar. A sensação, a realidade não, a realidade é concreta.
Viva, pare de pensar na morte, a morte é outra vida.

Chorar por nada, chorar em plena madrugada não é piada.
Ter alucinações em plena viagem astral é surreal.
A vida é breve ilusão, fantasia vã que evapora.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Realidade paralela


Menos uma folha de papel
Canetas colorindo o arco-iris
Rascunhos na madeira

Palavras esquecidas em teu olhar
O calor do teu afeto faz suar
Tua doce voz é melodia salutar

O amor é uma flor roxa (?)
Amar-te eternamente é fantasia
Calar-me-ei por algo além do ontem

Observar-te é minha cina
Parta e volte sempre com sorrisos
Diga adeus e ame a minha falta de sorte

Ame-me até o fim e um pouco além
Esqueça o quanto você é importante
Não deixe de acreditar no sentimento

Amor assim é como o vento
Viver assim é meu tormento
Amar-te-ei sem nenhum lamento

A vida é breve e você sonha
Outras vidas vertendo lágrimas
É noite e o frio é nosso melhor amigo

Quero dormir contigo
Quero casar contigo
Quero envelhecer contigo

E no entanto nem posso beijar tua mão
Agora nem posso olhar-te com desejo
Devo morrer na solidão por capricho do destino

Mereço verter milhões de lágrimas
Sou a pior das amantes
Morrerei sozinha

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Castelos de areia



Nas dunas estelares de Uranus
Milhões de fagulhas cósmicas,
Trilhões de pedras na superfície.

Castelos de areia e nenhum fogo,
Granizo verde no chão escuro,
Outra metáfora da vida urbana.

Olhando as nuvens avermelhadas
Pelo canto das pálpebras ressecadas,
Observando estrelas mortas; é madrugada?

Castelos de areia e caos, casas de fazer desconforto,
Riachos artificiais na beira da estrada, enquanto a colisão
É inevitável, esses mares embelezam a Terra.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vinte e Quatro



Vinte se foram
Quatro ao nascer
Vinte e quatro ilusões

Sem quatro questões
Como milhões num frasco
Comprimidos mágicos
Sabores ardentes
Vinte e quatro
Sorrisos

Quatro decepções
Vinte e poucas alegrias
Nenhuma metáfora
Por envelhecer


Vinte e quatro em carne
Recolhendo floreios
Aprendendo valores
Revivendo amores
Envelhecendo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Aspirações



Conspirações entre Universos
Aspiradores do além
Fagulhas do fim
Escolhas

Complicações
Outras ilusões no limbo
Mesóclises ocasionais na mesa

Lirismo ao pé dos fatos
Egoísta-mor sutil
Insinuante ardil
Temperamental afã
Escolha as ditas aspirações