terça-feira, 4 de junho de 2013

O Lado Surreal do Amor

                                                                 
 Dedicado aos queridos e inesquecíveis amigos(as)

Amor amigo com laços de fita.
Amor certeiro flechado no coração.
Amor ao infinito, além da morte.

Amor além da sorte, além do horizonte.
Amor-amizade salutar sem começo e sem final.
Amor que é como um vendaval.

Amor-correnteza que só gera certeza.
Amor que nasce da sua maior nobreza.
Amor atemporal com pitadas de sal.

Amor sem contorno que transborda
em linhas tortas e preenche o quadro todo.

Amor além da morte repleto de vida,
repleto de luz, repleto de recordações.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Divagação nº3



Um dia, um verso, um sentimento.
Um retrocesso, um raio-X, um impedimento.

Pensamentos aleatórios sobre o porvir.
Pensamentos que geram outros pensamentos.

Um dia, um desfecho, um sentimento.
Um retrocesso, um fim inesperado, um desapontamento.

terça-feira, 16 de abril de 2013

particular-mente

veja só esse céu cor do mar
veja a lua e beije alguém
veja a cor do amor

solte o fio do destino
solte fogo no ar
solte a corda

veja o brilho no olhar
veja a face no azul
veja só essa cor

solte sua mão da minha mão
solte um grito estridente
solte essa dor no ar

veja agora alegria em meu rosto
veja bem essa curva na boca
veja o risco nesse papel

solte as folhas bem devagar
solte fagulhas na água
solte versos no ar

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pai (?)



Noites chuvosas e nenhuma história para dormir,
Sem explicações prestimosas antes do Sol surgir,
Lições valiosas perdidas por culpa de quem?

Uma falta enorme nos momentos de grande pressão,
Arquétipos alterados numa ausência total de convicção,
Simploriedades registradas pela perda da razão!

Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?)
Nenhuma resposta, nenhum resultado, todavia, ele continua
Fazendo parte desta minha existência por culpa de nossa bela convivência.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Canção verde


  O dia só começa depois que as árvores cantam.

 
 Não é vertigem ou fantasia breve, o dia só começa quando o vento sopra as folhas verdes. 


 Talvez seja loucura, ou pura idiotice.


 Ou talvez, não seja uma miragem, nem alucinação. 


 Talvez seja um lamento em forma de canção, as árvores gemendo porque choram, as árvores que gritam ao cair no chão. 


 O dia só começa após essa canção!


 Os pássaros não cantam como as árvores, os pássaros invejam esse cantar, e as árvores que gemem continuam a chorar.


 Para elas sua música é choro apenas, nada mais do que gemidos em forma de poemas. 


 As árvores não sabem recitar!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sem necessidade de título


Nenhum verso inflama,
nenhum verso arrebata a dor.

O maldito rato vai passando pela sala,
não tem medo do veneno que o aguarda na cozinha.

E o verso morre na garganta do poeta,
o verso morre na garganta.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quase adeus

Falta um pouco mais de alma na hora de entender a surrealidade do adeus.


Falta-me calma, ou a calma não falta,
Sinto meus pés afundando na lama,
E chegou a hora de partir.

Entender o adeus,
Compartilhar a tristeza,
Escrevendo sobre a surrealidade do adeus.

Eu não sinto minhas pernas, não sinto o chão,
Sinto apenas o frio em meus ossos,
Estou acenando na chuva.

Falta um pouco mais de alma na hora de sorrir,
Quero entender a surrealidade do fim,
Quase corri ao encontro da dor.

Esse é um quase adeus ou parece um adeus?
Não sei diferenciar o que é do que não pode ser,
Não sei amar sem pensar na trama do fim.

Falta-me um pouco de sentimento,
Quase não vejo além do azul,
Esqueço do adeus.

Entalei na garganta o choro,
Fiquei calada olhando o céu cinzento,
É fácil sorrir quando anoitece e a dor adormece.