Loucuras alucinantes não podem ser dosadas ou medicadas. A lucidez e a insanidade brincam com a verdade. Sabedoria é saber manobrar os silêncios nessa vida.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Vale
Ele
se foi com as gotas da chuva, sumiu cantando, evaporou. Encantou a Morte,
seduziu a Vida, abraçou o Desespero, levou consigo o Destino e me deixou com um
aperto de mão, lembro-me do seu intrigante sorriso como se fosse um raio de luz
aquecendo o meu coração. Era uma chama que ardia e derretia a neve ao redor do
meu corpo gelado. A chama se apagou no momento em que ele soltou da minha mão e
saiu de cena, restou-me a dolorosa lembrança do seu sorriso caloroso, daqueles
lindos dentes brancos e levemente tortos, daqueles olhos que inundavam minha
mente de pensamentos sobre o Oceano e a delicadeza do azul. A saudade
esfaqueou-me no peito, senti a dor antes de ver a porta se fechar por completo.
Quando ele partiu, um pedaço do meu coração também seguiu junto com ele, e eu
fiquei no mesmo lugar com o coração incompleto e sentindo-me completamente
quebrada por dentro.
Vale, insanus puer, ave.
Ele
se foi com o sol e a luz do raiar de cada dia, levou consigo as melodias que
faziam a alegria criar raízes dentro de mim, ele simplesmente iluminava o que
agora é escuridão e lamúria. A lembrança não pode ser esquecida, a dolorosa
lembrança de um adeus indesejado nunca poderá ser apagada de minhas
recordações, a faca ainda corta o que deveria permanecer inalterado, o coração
continua gemendo a cada batida que escuto em minha porta. E falar com a Morte
não restaura as emoções do ato de sentir o calor de seu sorriso, a dor de ter
beijado o ar que ele respirava é pior do que cair no abismo sem fundo de um
pesadelo e não conseguir acordar antes de atingir o solo. O calor deve ter ido
embora junto com ele, aquele calor que me aquecia nas noites frias, agora a
neve voltou a se acumular ao redor do meu corpo.
Vale, insanus puer, ave.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
PENSE NAS NUVENS
pense na brancura das nuvens
e esqueça-se dos versos.
Pense no céu,
pense na finitude do azul
e esqueça-se das cores.
Esqueça-se dos versos,
esqueça-se das cores
e morra sem dores.
Pense na delicadeza das nuvens,
na esvoaçante beleza das nuvens,
pense no formato das nuvens.
Pense um pouco na dor,
cante um pouco, por favor,
e esqueça-se dos versos.
Pense um pouco nas lágrimas,
escolha entre sorrisos e magoas,
por fim, pense nas nuvens.
terça-feira, 4 de junho de 2013
O Lado Surreal do Amor
Dedicado aos queridos e inesquecíveis amigos(as)
Amor amigo com laços de fita.
Amor certeiro flechado no coração.
Amor ao infinito, além da morte.
Amor além da sorte, além do horizonte.
Amor-amizade salutar sem começo e sem final.
Amor que é como um vendaval.
Amor-correnteza que só gera certeza.
Amor que nasce da sua maior nobreza.
Amor atemporal com pitadas de sal.
Amor sem contorno que transborda
em linhas tortas e preenche o quadro todo.
Amor além da morte repleto de vida,
repleto de luz, repleto de recordações.
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
Divagação nº3
Um retrocesso, um raio-X, um impedimento.
Pensamentos aleatórios sobre o porvir.
Pensamentos que geram outros pensamentos.
Um dia, um desfecho, um sentimento.
Um retrocesso, um fim inesperado, um desapontamento.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
particular-mente
veja só esse céu cor do mar
veja a lua e beije alguém
veja a cor do amor
solte o fio do destino
solte fogo no ar
solte a corda
veja o brilho no olhar
veja a face no azul
veja só essa cor
solte sua mão da minha mão
solte um grito estridente
solte essa dor no ar
veja agora alegria em meu rosto
veja bem essa curva na boca
veja o risco nesse papel
solte as folhas bem devagar
solte fagulhas na água
solte versos no ar
veja a lua e beije alguém
veja a cor do amor
solte o fio do destino
solte fogo no ar
solte a corda
veja o brilho no olhar
veja a face no azul
veja só essa cor
solte sua mão da minha mão
solte um grito estridente
solte essa dor no ar
veja agora alegria em meu rosto
veja bem essa curva na boca
veja o risco nesse papel
solte as folhas bem devagar
solte fagulhas na água
solte versos no ar
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Pai (?)
Noites chuvosas e nenhuma história para dormir,
Sem explicações prestimosas antes do Sol surgir,
Lições valiosas perdidas por culpa de quem?
Uma falta enorme nos momentos de grande pressão,
Arquétipos alterados numa ausência total de convicção,
Simploriedades registradas pela perda da razão!
Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?) Pai (?)
Nenhuma resposta, nenhum resultado, todavia, ele continua
Fazendo parte desta minha existência por culpa de nossa bela convivência.
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