SEM SAÍDA - PAT ANDRADE
Sem saída
o dia seguinte está repleto
de silêncio e desconforto
as lágrimas molham
os cômodos da casa
um sem-jeito no corpo
uma dor que não passa
um olho que não se fecha
e a mente inquieta
na agonia da segunda-feira
até as plantas querem fugir do vaso
as raízes frágeis procuram lugar
no piso vermelho do pátio
mas já não há saída
não há paz do lado de dentro
e nem liberdade do lado de fora
Pat Andrade
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