Ouço as vozes nesse Imenso Mundo Invertido
Escolho uma estrada bonita e iluminada
Entre as lágrimas e a dor imudecida
Calço as chinelas velhas
Ando pelo asfalto quente
Limpando as lágrimas do rosto
Preciso chegar nessa ladeira hostil
Aquelas vozes rindo e chorando por uma faísca
A escada para lugar nenhum é simples
Tão simples que não se pode alcançar o início
Vivemos correndo pelas montanhas áridas
E a vertigem surge na hora de descer
A lucidez é a primeira que some
Entre as nuvens dessa cidade
O calor queima as nossas árvores
Preciso sair dessa realidade invertida.
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Não se acanhe.