segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A vertigem

Ouço as vozes nesse Imenso Mundo Invertido

Escolho uma estrada bonita e iluminada

Entre as lágrimas e a dor imudecida

Calço as chinelas velhas

Ando pelo asfalto quente

Limpando as lágrimas do rosto

Preciso chegar nessa ladeira hostil

Aquelas vozes rindo e chorando por uma faísca 


A escada para lugar nenhum é simples

Tão simples que não se pode alcançar o início

Vivemos correndo pelas montanhas áridas

E a vertigem surge na hora de descer

A lucidez é a primeira que some

Entre as nuvens dessa cidade

O calor queima as nossas árvores

Preciso sair dessa realidade invertida.

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