terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Desfragmentar

novo observar 

obsessão do entardecer 

ver a tua cara ensolarada

outra melodia ecoa

somos faíscas


as nossas 

melhores lembranças

ostentando sorrisos

reencontrar no rádio

essa música 

sobre um velho amor

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Afogamento proposital

 Consternada

em desespero febril

joguei meu corpo infantil 

no rio


criança abusada

não é boa menina

tem que ficar calada

morrer sozinha


me atirei na água

quatro anos

soluçando

se afogando


o ato de afogar a dor

corpo sujo

suando frio

sentindo nojo


criança exposta

ferida aberta

coração sangrando

ato de suicidar-se no breu


o rio leva embora 

sujeira e medo 

o rio leva longe

o meu segredo


criança afogada

no esquecimento

do adulto perverso

pervertido


o rio suga a alma

leva embora 

e afoga

no fundo


a criança sempre

deseja sumir

com a dor

sem fundo


afogou-se no rio

era uma bela manhã

ela se jogou

lá no fundo


perdida na escuridão

sem respirar

ela se afogou

ali era fundo 


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

poema da loucura

 olhos fechados 

aura em tons de fúcsia

maresia sonora

bebemos da palavra

somos como andorinhas

voando sempre

na direção 

Norte.



sexta-feira, 28 de novembro de 2025

dos poemas que esqueci

amnésia de horas

fractais da ilusão

olhos que não vemos

rascunhos de versos

pequenos segredos

no Mar do esquecimento.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O verso sobre a Voz

 "o verso morre na garganta"


som e silêncio

a poética do fim

aquela sombra

do verso

é sobre

VER


um sonho além

ato de ir ao subjetivo

na sonora aceitação

do cruel vilão

a VOZ


estrelas explodem

nas vias do fato

num verso

complexo

além 

dos 

Nós.


domingo, 23 de novembro de 2025

Delírios da inexistência

 Obcecada por um novo rumo

a pequena menina se afogou

no fundo do rio seu corpo jazia

a pressão da água lhe tirou a vida


Ao por do sol ela acordou

na areia da prainha

garganta ardendo

voltou dos mortos


Aquele dia parece um delírio

a menina queria não estar viva

algum defeito na ruptura do Tempo

ela estava deitada na areia


Pensar na inexistência

delirar após a violação

um corpo infantil quebrado

uma melancolia que nunca terá fim


Ela só queria se afogar no rio

uma morte tão precoce

Água do esquecimento

Areia entre as feridas do eu


Delírios da inexistência

a pequena sombra que cresceu

distorcida em sua fúria

aquela sombra sou eu

sábado, 22 de novembro de 2025

Anos congelados na memória

Ele encontrou a prisão

Milhares de mortos em Covas abertas

Na TV a chacina dessa favela

Corpos no meio da rua

Crianças correndo


As crianças continuam correndo

Correndo sem saber do futuro

Somos todos crianças

Correndo para longe da realidade


Criando memórias congeladas

Nesse freezer chamado de fantasia

Somos todos tolos buscando um lar

Eu quero tanto respirar


Não consigo respirar

Apenas vejo as mudanças

Quero pular dessa fantasia fajuta

Estou correndo no meio dos corpos


Uma bala marcou meu futuro

No passado acendi a pólvora

Sangue escuro no chão

Essa dor sem razão


Era uma vez...

Mortos e mortos e mortos

Estirados numa vala

Zé ninguém sem eira nem beira


Somos crianças correndo das nossas feridas

Pequenas crianças correndo e morrendo

Somos crianças num circo de horrores

E o palhaço quer comer a inocência


Era uma vez...

Mortos na guerra dos ricos

A pobreza estampada nas ruas

E carros de luxo no alto dos morros


Eu quero livros e livros de poesias 

Uma dose de gengibirra e notas de 100

Eu quero olhar ao redor enquanto a roda gira

Olha essas crianças correndo e correndo e correndo.


quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Nenhum de Nós

No peito rasgado 

eu tenho a minha Voz

um canto sangrado

no meio do Nós.


Sem nós

Sem voz

Nenhum de Nós 

Só um peito sangrando

no vazio do nós.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Realidade deturpada

Os sonhos com a riqueza,

Voltando ao passado,

Perdendo memórias 

No rio do esquecimento.


Gostar de pessoas que cantam,

No entanto, a dor de nunca cantar,

Emoções que se misturam na Água

E transbordam as suas loucuras.


Uma dose de vodka e várias pílulas

Nesse balcão de vidro espelhado,

Sangue e Vozes na cabeça,

A corrida para casa.


Saudade de um amigo

E os dias que nunca mais 

Vamos ver juntos, o nascer do Sol 

E a Lua que enfeitiçou nossa retina.


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A vertigem

Ouço as vozes nesse Imenso Mundo Invertido

Escolho uma estrada bonita e iluminada

Entre as lágrimas e a dor imudecida

Calço as chinelas velhas

Ando pelo asfalto quente

Limpando as lágrimas do rosto

Preciso chegar nessa ladeira hostil

Aquelas vozes rindo e chorando por uma faísca 


A escada para lugar nenhum é simples

Tão simples que não se pode alcançar o início

Vivemos correndo pelas montanhas áridas

E a vertigem surge na hora de descer

A lucidez é a primeira que some

Entre as nuvens dessa cidade

O calor queima as nossas árvores

Preciso sair dessa realidade invertida.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

A lembrança da praia

 Nenhum vestígio de humanos, 

só pegadas na areia 

e o vento cantando, 

folhas farfalhantes, 

o cheiro do rio, 

a leveza de ver o céu, 

nuvens 

e pássaros brancos 

em bando 

voando pra algum lugar 

no infinito da Natureza.


As certezas

e as incertezas,

misturadas ao sopro

da vida que pulsa

aqui no coração.


Somos saudade

e a necessidade de afeto,

somos pequenos peixes

nadando para sobreviver

ao caos dessa Existência

que só nos joga na lama.


Eu quero voltar aqueles dias

de rio e chuva embaixo da ponte

olhando as ondas e ouvindo

o barulho da água.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Lacunas entre o Abismo e a sanidade

As reticências do que nunca escrever

Retroceder e apagar as cinzas

Olhar além desses galhos

Cravar minhocas

No solo infértil


Uma escada

Rumo a lugar-nenhum

Doces frutas esmagadas

Entre o chão e as pegadas

Passos e passos e passos e passos


Vi um sabiá voando ao redor da morte

Os pássaros gostam de dançar

Pertinho do perigo invisível 

Quero ser as asas dele

E me prender nos fios


Cair eletrocutada

A morte rápida e intensa

Asinhas queimadas pela energia

O espírito dele voando ao redor das flores

Amortecer dessas dúvidas-raízes passageiras 


Eu-sabiá-cantante que teima em viver

Alucinante aventura exagerada 

O drama dessas claras horas

Malfadadas e reticentes

Essa loucura fosca


O vento e as nuvens 

sonhos de voar pelo céu

Em uma alegoria da imaginação

Eu-sabiá-encantado que nunca morre

Sempre voando por entre as dimensões


(...)

domingo, 19 de outubro de 2025

Jogar as cinzas no rio

 Sobre mor.rer em novembro

Tenho pensado nos dias e na hora certa de partir, a insônia me disse que é melhor m0rrer no mês de novembro. 

Tentei brigar com ela, chorei por vários anos nessas horas da madrugada. 

E passei alguns segundos observando o passado. 
E fui olhar a criança bebê que poderia viver mais um ano. 

Intimamente odeio essa criança e odeio a adulta, odeio todas as fases da vida e odeio também as facetas da m0rte.

A m0rte abraça essa incessante vontade de odiar tudo e todos, é cansativo odiar cada resquício de si mesmo. 

Logo a exaustão te preenche e o sono vem.

Chegar nessa idade é em parte milagre e dor. 

Quando criança caí entre troncos e espinhos, meu corpo todo ficou cheio de grandes espinhos de tucumã e não senti dor, só a agonia de ver aquele pequeno corpo todo cravado de grandes espinhos. 

O desespero trás a dor, ela vem com a velocidade de um trem bala descarrilhado e cai como uma grande rocha no corpo humano. Esmaga tudo. Destroça sentimentos e transforma a nossa carne em massa ensanguentada e suja.

É difícil parar de odiar partes abandonadas da criança interna, é difícil segurar um bebê com seu rosto entre as mãos. É difícil esquecer e mais difícil lembrar. 

Não existe desejo maior do que a inexistência e o esquecimento seguro da fuga. A amnésia dos anos obscuros pela imagem ilusória de uma alegria infantil. O bucólico nascimento da inocência. 

A falta de sentido em cada verso sobre a m0rte.

Esse ano pensei em mat4r a adulta e queimar seu c0rpo, jogar as cinzas no rio Araguari e nunca mais ver nada sobre aquela sombra. 

Esse fantasma de gerações que fazem da rejeição um estandarte do amadurecer. 

Crescer dói. Viver dói. Morrer dói.

A rejeição é só um amontoado de sentenças e feridas que não cicatrizam com paliativos, a rejeição e o abandono criam raízes e crescem como a urtiga e os espinhos soltam veneno em conta gotas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Destino Onírico

 O berço de todas as falácias

beijos que eu deveria ter pousado

nos lábios dessa loucura intensa,

perdida, esqueci de mim 

e deitei numa cama errada.


Nem boca, nem ouvido, nem voz.

Versos que levam falhas e medos

numa jornada fantástica

dentro de um espelho,

quarto sem janelas, sem portas.


Olhamos para o abismo, eu quero pular.

Olho pra você antes de mergulhar,

não vejo nada além dessa água turva,

não vejo nada além do fundo desse rio,

você é uma lembrança do desejo.


O destino me puxou para o extremo,

afundei sozinha e você ficou a deriva,

as nossas mãos nunca estiveram

segurando as cordas do destino,

ilusão e segredos, a mentira onírica.

sábado, 4 de outubro de 2025

Precipícios

No plural e com eloquência

A minha consciência

Organiza as evidências


Os dias são bordados

E as linhas tinham vários nós

Pintei respingos da chuva


As horas tem voado

E minha memória se esvaindo

Coleciona as agulhas esquecidas


Engoli o choro para fingir sorrisos

Abraçando essas dores indelicadas

Desviando dos meus precipícios


Existe um vão no peito

O remédio é o desejo 

Impresso nos olhos


Querer se amortecer

Dentro de um precipício 

A leve pluma do eu adormecida.


terça-feira, 30 de setembro de 2025

A chuva de Anunciação

Trovoadas e chuva
Macapá se esfria
O inferno desse calor
Terrível dor e agonia

Somos como pequenas formigas
Soterradas na poeira
Vencemos a insolação
Com medo do barulho do trovão

O povo daqui é acostumado
Suporta o sol desgraçado
Enfrenta a chuva sorrateira
E convive com as ondas do Rio

Amar essa terra é tarefa árdua
De uma grande vontade tucuju
De dia um calor escaldante
De noite por milagre uma chuva 

Essa é a anunciação de Outubro
O terror nas criaturas do mato
Cada encantado trás suas lendas
E as cobras sussurram seus mitos.

🎃 (Genniffer Moreira) 🎃

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Singular amor circular.

 Escrito em 28 de agosto de 2014, faz 11 anos.

~ Para Rod Mergulhão ~

Sobrenatural é simplesmente surreal, a naturalidade expressada em cada ciclo que se movimenta no infinito azul do Nós. Velejamos pelas constelações das palavras que cantam poesia, ou a falta de poesia no coração dos humanos, demasiado humanos. Somos atraídos pelo forte desejo de sentir cada fragmento desse amor errante, similar ao boêmio que foge dos lugares comuns e comunga com as diversas particularidades que a sociedade despreza por tola ignorância, vaidade e presunção. Como é tola a sociedade, ignorante das belezas do singular amor circular repleto de verdade, como é tola a sociedade, ah, como é tola essa cidade.

Na ilusão de ser mais do que mero pedaço de terra, quer ser fronteira, território, diz até que é cidade, como é tola nessa idade. E cá estamos, querido irmão das palavras, amante dos versos, não digo 'meu' pois tu não eis mero objeto de meu desejo, eis possuidor de si, representador de tua voz, ainda assim, parte de minha alma, é outra metade de mim que nasceu com o raro talento de interpretar, o sobrenatural talento de rimar pensamentos e colorir sentimentos através dos teus sublimes poemas. Dou-te o calor que emana desse amor circulante em 'meu' peito, siga circulando o nosso amor talhado de singular geometria cíclica.

Sobre nada interessante que faça pensar nessas larvas que não conseguem tecer seus próprios casulos e maldizem versos, rimas, amor e a panapaná-cardume. Sobretudo, senti as vibrações de real pureza na totalidade de teus melodiosos versos, por tanto, agradeço-te em demasia a sobrenatural alegria de ler-te poetizar tão rara certeza azulada. Sobre tudo, sobre ser natural, sobre o amor violeta.

A realidade da depressão

 Acordar e imaginar que é um ótimo dia para morrer, dormir novamente pensando em nunca mais levantar, às vezes se ver dentro da terra e a sensação de sufocamento de estar viva parecer menos indigesta. 

É uma sucessão de sentimentos que levam ao mesmo lugar. 

Os dias são cinzentos, os meses são como uma eternidade e os anos são como a certeza de que a vida não tem cor. 

As coisas vão se escurecendo e escurecendo até que com o passar dos anos você entende que não precisa mais continuar.

Não existe mais importância no amanhã, não existe nenhum outro desejo além da certeza de que tudo é insignificante, só existe um pensamento fixo e intrusivo que se torna a realidade. 

Só existe o conforto de envelhecer e partir, assim, a realidade da depressão é que a melhor conclusão é sumir.

As pessoas depressivas escolhem a invisibilidade e a costumeira alegria do sono por não suportar os dias, sobreviver aos dias é como entrar num furacão. 

Todos os dias nessa imensidão de vidas barulhentas, as outras pessoas são barulhentas, o mundo é barulho e cheio de tempestades furiosas, a depressão te faz odiar tudo isso em segundos.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Entre os fragmentos

Pensei em ti por tantos anos e tive experiências tão intensas quanto confusas, acredito que fugi da tua loucura e me mantive segura nesse mundo fantasioso da minha imaginação. 

Era um armário realmente desconfortável, um cômodo apertado que eu lutei com unhas e dentes pra não ter cupim, as traças invadiam com uma brutal facilidade.

Você mudou de lugares e nunca conseguiu fugir de todas as mentiras que queria acreditar, eu vou sentir saudades, vou chorar e vou te dizer mentalmente como o meu coração se partiu todas as vezes que você me traiu, imaginei uma vida, desejei segurar a tua mão e caminhar na direção do entardecer.

É difícil acreditar no pesadelo que você se colocou, a loucura e a falta de sentido, tenho sim um pouco de magoa, não preciso negar, mas, o pior é saber do quanto me frusta essa verdade, eu te amava e isso nunca vai morrer, eu te amava com uma insegurança imensa, eu te amava e nunca tivemos o tempo a nosso favor, eu te amava e sei que era recíproco.

Como eu te amava, Kah, escrevi tantas cartas só pra você, queria voltar aquele dia no teatro e te beijar sem reservas, segurar tua mão e dizer várias vezes: não me deixe, não me diga que escolhe um cara que nem liga pra você.

Você me traiu com tanta facilidade e eu fiquei terrivelmente quebrada, senti a dupla traição e a dupla rejeição como uma explosão. Tinhamos tantos sentimentos e você escolheu sempre um homem para destruir mais e mais a tua vida. 

Eu não consigo entender o que aconteceu com você, não consigo esquecer e não consigo aceitar que o teu coração parou de bater, um homem que não te amava te ceifou a vida, e as mulheres que te deram provas do sentimento você enganou.

Não te desejo nada além de melhores decisões e a felicidade que não tiveste neste mundo, eu queria te abraçar uma última vez, eu queria muito ouvir tua voz risonha e sarcástica. Queria dizer que mesmo com todos os erros não deixei de te amar.

Talvez, eu nunca consiga deixar de te amar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Distimia

Vivo pensando na inexistência

Durmo com a ansiedade 

Acordo com a depressão


Talvez eu tenha TAG

Sei que tenho TOC

E posso ter TDAH


Se eu tivesse uma arma 

Se eu tivesse 3 balas

Se eu soubesse atirar


Vivo entre os colapsos

Sonhando com o meu fim

No apocalipse bíblico da ficção


Talvez eu tenha uma vida cinza

Sei que tenho um narrador intrusivo

E posso criar milhares de paranóias


Se eu tivesse uma arma

Se eu tivesse 3 balas

Se eu soubesse atirar

domingo, 24 de agosto de 2025

Obtusa Alegria Infantil

Era a nossa palavra favorita

E agora não temos sequer um eco

Apenas fragmentos de memórias

E todas as desilusões do passado


Muitas vezes desejei te esquecer

Recolhi os espinhos e cavei uma cova

Enterrei essa nossa paixão doentia

Rasguei fotos e apaguei as promessas


Os anos e as certezas da falta

Não ter uma maturidade

Só ter a palavra

SAUDADE

domingo, 17 de agosto de 2025

Premonições

A cada ano invento que é o último

E imagino as catástrofes ilusórias

A personagem que escolhe o fim


Insônia que leva a remoer o suspense

E mesmo pela manhã o desejo mórbido

Característica implícita da depressão


Um sonho imperativo de sumir

Nas brumas de um mundo fictício

Aquele cenário do submundo e o rio


O título é sobre as invenções da mente

Realidade crua da dissociação de um suicida

Aquele filme tão vintage e cult que exala sépia 


Divagando entre as pequenas curvas da lucidez

Criando roteiros inteiros do outro lado e rindo

É loucura ou só uma dose de genialidade rara.

Exercício mental

 ~ Uma análise sobre a inutilidade e consagração da burrice como alavanca de um progresso baseado na corrupção:

O título é grande, mas, é uma realidade visível e óbvia que a grande maioria dos indivíduos que apoiam político B ou político L de forma fanática e transformam a pessoa em mártir ou em grande Mito da sociedade são sim pessoas delirantes que sofrem de algum transtorno mental ou quiçá um desvio de caráter extremo.

O ridículo esse ano tem dado cada vez mais ênfase no quanto a incapacidade brasileira de definir o que são valores e o que é puramente marketing de campanha. Entendo que a corrupção tem a tendência a criar raízes profundas e está atrelada no meio político desde o início dos tempos, mas, perpetuar continuamente esses moldes para engrandecer pessoas pervertidas em grandes líderes é demasiado repugnante.

Se B ou L tem suas pendências criminosas que B e L e seus aliados sejam devidamente punidos por isso com o rigor da lei e não seja feito cada dia mais imbecilidade como forma de desviar atenção e criar mais chacota num meio que já reverberou chacota o suficiente durante tantos anos.

Não é possível que a histeria coletiva continue beirando mais e mais o ridículo até que não reste nenhum homo sapiens sapiens nessa Terra.


domingo, 8 de junho de 2025

Desejo oculto

 As noites em êxtase febril

Vi aqueles olhos de serpente

Malícia sorridente

Os sussurros do vento

Esse espelho na ante sala

Mostrando nossos rostos

A simbiose perfeita

No caos de cada íris

Uma vertigem sinistra

As sombras e fantasmas

Perambulando pela casa

No silêncio que acalma

E na boca entreaberta 

Um segredo evidente:

A morte vem para o jantar.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Sonho que se repete

 Sonhei com o idílico ser que me pertence

A juventude era a época dos desejos

Como voltar para aquele dia?


Nos sonhos que antecedem o seu gesto

A verdade que escapa das mãos 

Um pequeno vislumbre.


Acredito piamente que o amor nos toma

Outra realidade sobre viver isso 

Com todas as certezas.


Um sonho lúcido no espelho

Seu rosto no reflexo

O amor nos olhos.


Voltar pra casa e estar segurando a mão 

A força de querer só você a cada dia

Um objetivo que não se perdeu.